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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Do fundo do baú: América(RJ) 1 x 0 Bangu (1960)

No dia vinte e dois de outubro de 1960, num sábado, Bangu e América jogaram no Estádio de São Januário pelo 2ºturno do campeonato carioca, tendo os americanos saídos vencedores pelo placar de um tento a zero, gol de Nilo.Nesse ano o América sagrou-se campeão carioca.

Principais artilheiros do Campeonato
Quarentinha (BOT)....... 25 gols
Waldo (FLU)............. 14 gols
Pinga (VAS)............. 12 gols
Gérson (FLA).............10 gols
Maurinho (FLU)...........10 gols

O Jogo

AMÉRICA (RJ)1 x 0 BANGU(RJ)
Data: 22/10/1960
Campeonato Carioca
Local: São Januário, Rio de Janeiro
Árbitro: Frederico Lopes
Gol: Nilo
AMERICA: Pompéia, Jorge, Djalma Dias, Leônidas,Ivan, Amaro, João Carlos, Calazans, Quarentinha, Antoninho e Nilo.
BANGU: Ubirajara, Joel, Mario Tito, Zózimo, Nilton Santos, Hélcio, Ademir da Guia, Décio Esteves, Zé Maria, Luis Carlos e Tiriça.

O Craque: Ademir da Guia No bairro carioca de Bangu, quando aquele menino de 7 anos, sarará, magro e tímido passava, diziam: "É filho de Domingos, o que acaba de findar a carreira. Esse moleque talvez seja o único da Guia a não bater bola, pois só pensa em natação". E recitavam os craques do clã: Luís Antonio, zagueiro banguense de 1912, Ladislau e Mamédio, chegando a Domingos da Guia, o Divino Mestre, caçula dos irmãos e mais famoso, cuja trajetória o Brasil e o resto do mundo conhecem muito bem.

Porém, vieram as peladas de rua e eis que o filho do Divino Mestre passa a jogar com os guris num time chamado Céres. Em 1956, ele se incorporou ao infantil do Bangu, onde ficaria até o ano seguinte. Já inclinado a ser um armador, seus ídolos nessa fase eram Dequinha e Rubens, apoiadores do Flamengo e reservas brasileiros na Copa do Mundo de 54.

Em 58, Ademir teve breve passagem no juvenil do Botafogo e voltou ao Bangu, onde essa categoria era treinada por Elba de Pádua Lima, Tim. A partir daí, aos poucos o filho de Domingos e Erotildes esquecia a piscina e se doava ao futebol. Tim, vendo nele elegância, toque refinado de bola, visão de campo, bom posicionamento, senso de equipe e extrema lealdade - além da grife no sobrenome da Guia -, deu-se conta que tinha em mãos uma pedra preciosa. E decidiu lapidá-la devagar. Só que Domingos, com o mesmo entendimento sobre o filho, ofereceu-o ao Santos, onde Pelé iniciava o reinado. Mas por divergência salarial o rebento de da Guia não virou santista.

Em março de 60, o seu desempenho levou-o aos treinos da seleção brasileira de amadores que ia jogar o Pré-Olímpico no Peru, visando a Olimpíada de Roma. Na triagem, ele foi preterido - mas Gérson estava entre os que viajaram. Por sorte de da Guia, Zizinho, o grande Mestre Ziza, assumiu a direção do profissional banguense e não hesitou em escalá-lo para vencer o torneio de Nova Iorque - batendo, inclusive, o italiano Sampdoria por 4 a 0.

No início do ano seguinte, antes de voltar aos Estados Unidos para fazer o mesmo torneio, o Bangu jogou em Portugal e Espanha. Nessa ocasião, o Barcelona quis comprar Ademir por 16 mil dólares e não teve resposta do Bangu. Em agosto, Domingos negociou o passe do filho com o Palmeiras, fato que fez um presidente banguense blasfemar: "Vendemos um bonde"... Pois é, por ironia do destino, esse bonde seria o maior ídolo do paulistano clube do Parque Antarctica.

No primeiro ano alviverde, da Guia atuou nos aspirantes e só em dezembro fez amistoso no time principal. A seguir, com a dupla de meio-de-campo palmeirense, Zequinha e Chinezinho, nos treinos da seleção brasileira que ia à Copa do Mundo, ele jogou bem mais no grupo de cima. E em 63, além de campeão nos aspirantes, da Guia foi ainda aproveitado no profissional, vencendo o certame paulista. Com justiça, nesse 1963 ele seria considerado pela imprensa o melhor jogador de São Paulo.

Com a camisa palmeirense, Ademir da Guia disputou 901 jogos (509V, 234E, 158D) e anotou 153 gols.

Carreira Clubes:

1959-1961: Bangu-RJ
1961-1977: Palmeiras-SP
Títulos:

Campeonato Paulista: 1963, 1966, 1972, 1973, 1974, 1976
Torneio Rio - São Paulo: 1965
Copa Brasil: 1967
Campeonato Brasileiro: 1972, 1974

Torneio de Guadalajara: 1963
Torneio do centenário do Rio de Janeiro: 1965
Copa Roberto Gomes Pedrosa (São Paulo): 1967, 1969
Troféu Ramon de Carranza: 1969, 1974, 1975
Copa da Prata: 1969
Torneio Laudo Natel: 1972
Torneio de Mar del Plata: 1972
Torneio de Saragoza: 1972

Fonte: http://www.bangu.net/ / http://www.sambafoot.com.br/ / Os Artistas do Futebol Brasileiro -Antonio falcão e Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Venditti.

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