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terça-feira, 26 de agosto de 2008

A porta da casa é a serventia da rua!!!

Artilheiro dos gols bonitos não deixará saudades!!!
Crédito: Agência/Photocâmera


Caros amigos tricolores,

Renato Russo foi um dos grandes poetas do rock brasileiro e em um dos seus últimos discos (ou CD) escreveu em uma das músicas a seguinte frase: “...vai, se você precisar ir, não quero mais brigar esta noite...” e acho que isso define muito bem a relação entre o atacante Dodô e o Fluminense Futebol Clube. Por quê digo isso? Simples: ele não queria mais jogar pelo Tricolor das Laranjeiras (não estava feliz), o time já não o aturava mais, com suas crises de estrelismo e a diretoria tricolor não agüentou mais essa indisciplina (no jogo contra o Sport Recife, em que reclamou da substituição e foi embora antes do término da partida) e resolveram da forma mais objetiva possível, com a rescisão do contrato do “Artilheiro dos Gols Bonitos”.

Dodô não foi o primeiro jogador a ter o contrato rescindido na era Horcades (em 2005 o meia Felipe também foi dispensado) e faz parte de uma lista que contém nos últimos 5 anos jogadores como Edmundo, Romário (no famoso caso da “janela” com o técnico Alexandre Gama), Roger, Ramón e Petkovic. Isso mostra que o trabalho de disciplina no Fluminense é serio, porém existe algo de errado no planejamento do clube, visto que é inadmissível e inaceitável que essas coisas aconteçam no clube das Laranjeiras.

A passagem de Dodô pelo Fluminense não deixará saudades. Contratado no início do ano junto com Leandro Amaral e Washington, para a formação dos “três tenores”, o atacante que vinha do rival Botafogo não conseguiu em momento algum entusiasmar a torcida tricolor, a não ser em três partidas pela Libertadores da América: contra o Arsenal, na goleada de 6 a 0, em que marcou dois gols (um desses gols acertando voleio lindo de fora da área) e participou dos outros quatro; e nas partidas contra o São Paulo e Boca Juniors, sendo que nesta última, ao marcar o terceiro gol e sacramentar a passagem para a final da competição, não comemorou o gol, insatisfeito por estar na reserva.

A partir desse momento, as portas das Laranjeiras começaram a se “abrir” para que Dodô desse adeus. Na partida de volta da final da competição Sul-Americana, mais uma vez ficou desapontado por não ser titular da equipe e segundo alguns, não comemorou os dois primeiros gols da equipe. Depois disso, na partida contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro, pediu para não jogar, para que se recuperasse fisicamente. Com a queda do técnico Renato Gaúcho, voltou ao time titular na estréia no comando de Cuca, na partida contra o Atlético-MG. Fez o gol da vitória, mas isso não garantiu a sua titularidade no jogo seguinte contra o Náutico, em Recife.

Assistiu o a vitória por 3 a 1 no banco de reservas. E por fim, fez a sua “despedida em grande estilo” do Fluminense no empate em 1 a 1 frente ao Sport Recife, quando substituído no intervalo, foi embora antes do final da partida. O artilheiro fez 17 gols pelo Fluminense, em 50 jogos.

O Corinthians pode ser o destino de Dodô, entretanto os dirigentes vão esperar o resultado do julgamento de doping do atacante, programado para o fim deste mês, na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça.

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