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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Onde está o segredo da camisa 7?

Mais um show da camisa 7
Montagem: Ricardo Oliveira (FC08)

Após a vitória de ontem, precisamente após o gol de Zárate, eu pensei em fazer uma postagem que retratasse bem o que o torcedor do alvinegro carioca sente por um certo número na camisa. Enquanto na maioria dos times a camisa 10 é a mais importante, no Botafogo ela é mais uma no meio de tantas. A que se destaca é um número simples que passa até desapercebido nos demais por não vestir craques que costumam usar a 9, 10 ou 11. Mas como tudo no glorioso é diferente, a camisa 7 é sinônimo de craque, artilheiro e ídolo.

O torcedor do Botafogo é frequentemente caracterizado como um indivívuo supersticioso e a camisa 7 é considerada a mais importante da história do clube. Por isso acredita-se que de tempos em tempos surge uma estrela guia (estrela D´alva) para honrar a 7 e se tornar ídolo. A Estrela Solitária representa a estrela D’alva e foi adotada por ter sido a primeira estrela a aparecer no céu no dia da fundação do clube. Na verdade, anos depois, após pesquisas, foi se descobrir que aquela estrela era o planeta Vênus.

O primeiro jogador a utilizar e ser "abençoado" pela camisa 7, foi o ponta Paraguaio, em 1948, ano em que foi adotado a numeração das camisas do clube. No final da década seguinte, Garrincha foi o responsável por imortalizá-la definitivamente com seus dribles. Ao deixar o time, o substituto de Garrincha como ídolo com a camisa 7 foi Jairzinho. Apelidado de furacão na copa de 70.

A camisa ainda vestiu inúmeros jogadores que atuaram como atacantes ou meias-de-ligação, como Helinho por exemplo, mas só voltou a ter destaque decisivo em 1989. Após 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Maurício, com a camisa 7, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo que garantiu o título daquele ano para o Glorioso. Esse título foi marcado pela superstição dos torcedores do Botafogo que viram que tudo naquele dia era o número 21: Desde a temperatura e a data até o tempo sem "caneco", e o 21, é o número 7 três vezes.

Em 1995, foi a vez de Túlio Maravilha fazer sucesso com a camisa, levando o Botafogo à conquista do Brasileirão e sendo artilheiro da competição. Depois de ser usado por alguns jogadores com pouca relevância, Dodô, que anteriormente atuava no próprio Botafogo com a 10, passou a jogar com o místico número em 2007, sendo artilheiro do Estadual daquele ano e se tornando ídolo máximo da torcida que cantava exaltando o "artilheiro dos gols bonitos": "Uh! tá maneiro, o Dodô é artilheiro".

E ontem o argentino Zárate, que vinha sendo criticado por sua forma arredondara, fez o gol que abriu o caminho para mais uma vitória do Glorioso, e isso foi na primeira vez em que se encontrou com a camisa 7, ainda é cedo para dizer, mas pelo menos por enquanto eles fazem um par perfeito. Parece que desta vez a camisa 7 vai escolher, pela primeira vez, um jogador que não é brasileiro.

Saudações Alvinegras.

Um comentário:

Saulo Milleri Biral disse...

Belo post. Realmente a camisa 7 é a melhor no Botafogo. O Zárate foi muito bem ao jogo contra o Vitória, não só ele, mas todos jogaram muito bem. O time voltou a vencer e interrompeu uma seqüência negativa de quatro partidas. Na próxima rodada temos que vencer o Santos para seguir sonhando com uma vaga na Libertadores.