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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Do fundo do baú: BAHIA (BA) 0 X 2 AMÉRICA (RJ)

No dia 13 de Fevereiro de 1985, numa quarta-feira, em partida disputada no Estádio da Fonte Nova, Bahia e América se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro e o time carioca venceu pelo placar de 2 tentos a 0.
Nesse ano, o Coritiba foi o Campeão Brasileiro

Principal Artilheiro do Campeonato

Edmar (Guarani): 20 gols

O Jogo

BAHIA (BA) 0 X 2 AMÉRICA (RJ)
Data:
13/02/1985
Campeonato Brasileiro 1985
Local:Estádio da Fonte Nova / Salvador
Renda: Cr$ 85.072.000
Público: 22.798
Árbitro : Carlos Sérgio Rosa Martins (RJ)
Gols: Lúcio 38/1º,16/2º
BAHIA: Ronaldo- Edinho, Salvador, Neto, Miguel, Sales, Leandro,
Emo, Marinho (Carlinhos), Róbson, Ronaldo Marques (Ademir Patrício) / Técnico: Paulinho de Almeida
AMÉRICA: Ernâni, Valmir (Zé Antônio),Bene,Denílson, Paulo César, Renato,Heriberto,
Serginho, Lúcio, Luisinho, Gaúcho (Zedílson) / Técnico:Jair Pereira

O Craque: Denilson

Brincar na defesa não era com ele. Denílson Xavier de Azevedo, o Denílson, era um quarto-zagueiro raçudo e respeitado pelos atacantes. Canhoto, bom cobrador de faltas, ele começou a carreira nos infantis do América do Rio de Janeiro, em 1980. "Já iniciei sendo campeão infantil. Graças a Deus eu sempre tive sorte. Comecei campeão e encerrei a carreira também campeão, jogando pelo Fortaleza, em 2000", conta Denílson, que mora na capital cearense.

"Adorei a cidade. Tenho qualidade de vida aqui. Sou carioca, adoro o Rio, mas não consigo deixar Fortaleza", comenta Denílson, que é casado com Harriete, pai de duas filhas (Hendy e Bruna) e tem empresa de assessoria de jogadores, a DG Expo Sport Ltda., no Shopping Aldeota. "Eu sempre sonhei em ser treinador de futebol, mas fui convencido pelo meu atual sócio, o Gaúcho (ex-jogador do América do Rio), a entrar nesse ramo. Também sou diretor do Sindicado dos Atletas Profissionais do Ceará", fala o ex-zagueiro, que nasceu no Rio de Janeiro no dia 17 março de 1966.

Denílson ainda guarda com carinho o início de carreira nas categorias de base no alvi-rubro carioca. Ele foi lançado no time profissional em 1985, quando tinha apenas 17 anos, o que lhe pegou de surpresa. "Era um menino. No dia em que recebi a notícia, eu estava empinando pipa perto da minha casa. Vi a Kombi do América na rua e estranhei. O seu Nilo, motorista, logo chegou e falou que eu teria de me apresentar no time profissional no dia seguinte. Eu duvidei e perguntei se era mesmo verdade ou brincadeira. Ele me respondeu: Você acha que eu viria até a sua casa para brincar, garoto?", lembra o ex-beque, que logo deixou recolheu a pipa e começou a preparar as chuteiras.

Botafoguense de infância, Denílson viveu boa fase no América. Ele fez parte da boa equipe carioca que eliminou o Corinthians e parou no São Paulo no Campeonato Brasileiro de 1986. O América tinha uma equipe com muitos jovens jogadores. O Luizinho, centroavante, era um dos mais experientes. O time tinha ainda o goleiro Régis (atuou também no Vasco e no Paraná), o lateral-direito Polaco (defendeu o Flu), o meia Moreno, o lateral-esquerdo Paulo César (depois jogou no Flamengo), o meia Moreno, o atacante Renato (defendeu o Fla e Flu), entre outros. O técnico era Pinheiro.

Em 1988, Denílson chegou a ser anunciado como reforço do Vasco da Gama, mas a negociação fracassou. "Queria muito defender o Vasco, mas o clube não tinha dinheiro para contratar. Então, o América acabou negociando o meu passe para o Corinthians", revela o ex-becão.

Indicado pelo técnico Jair Pereira, que o comandou na seleção juniores no sul-americano de 1985 (o time que tinha Muller, Silas, Neto, Taffarel e companhia), Denílson chegou ao Parque São Jorge para formar miolo de zaga com Marcelo, o Marcelo Dijian.

A adaptação na capital paulista foi boa. Denílson encontrou no alvinegro outros cariocas. Além de Jair Pereira, o ponta-esquerda Paulinho (ex-Flu) e o dublê de ponta e meia João Paulo também nasceram no estado do Rio de Janeiro. "O Paulinho foi um grande amigo que fiz no futebol. Foi uma época muito feliz", recorda Denílson.

Logo em seu primeiro campeonato vestindo a camisa do alvinegro, Denílson mostrou que continuava pé-quente. Mesmo sem ser o favorito, o alvinegro ficou com o título estadual ao bater o Guarani, no Brinco de Ouro, por 1 a 0, gol de Viola na prorrogação. "Virei corintiano de coração. Só quem veste aquele manto e ganha título saberá o que eu estou dizendo", diz o ex-quarto-zagueiro.

Embora tivesse sido campeão paulista de 1988, como dono absoluto da camisa 4, Denílson não permaneceu no Parque São Jorge no ano seguinte. "Durante o Brasileiro de 88, eu, o Márcio, o Paulinho e o Édson perdemos lugar no time titular. O Fescina, então técnico, preferiu dar chance a outros jogadores. No ano seguinte, eu fui negociado com o Sport em troca do Ribamar, meia que era ídolo na Ilha do Retiro", conta Denílson, que foi acompanhado na transação pelo zagueiro Marco Antônio e o ponta Agnaldo, outros ex-jogadores corintianos.

Após um ano no Leão, Denílson sentiu saudades do Rio de Janeiro. Uma boa proposta do Bangu, então comandado pelo bicheiro Castor de Andrade, fez com que o zagueiro deixasse Recife. "Naquela época, o Bangu tinha dinheiro. O Castor investia bastante na equipe. Joguei em Moça Bonita ao lado do Macula (meia), Vágner (goleiro que depois defendeu o Botafogo), Julinho (meia), Gilson (ponta), entre outros bons jogadores", conta.

Depois do Bangu, o quarto-zagueiro, que foi capitão em 11 clubes dos quais defendeu, transferiu-se para Portugal. Lá, ele vestiu as camisas do Boavista, do Lenções e do Belenenses, clube que tinha como técnico Abel Braga, o Abelão, um ídolo de Denílson.

"Se eu fosse um técnico de futebol gostaria de ter o estilo do Abelão, que é um grande amigo e um paizão dos jogadores", diz Denílson, que retornou ao Brasil, em 94, e defendeu as seguintes equipes: Internacional (RS), América de Rio Preto (SP), Rio Verde (GO), Cabofriense (RJ) e Fortaleza (CE), onde encerrou a carreira em 2000. "Cheguei ao Fortaleza em 2000. O clube vivia delicada situação financeira. O Jorge Mota, então presidente, conseguiu tirá-lo do buraco. Ele merecia até uma estátua no clube. No mesmo ano, o Fortaleza acabou com o jejum de sete anos sem conquistar um estadual", orgulha-se Denílson.

Depois de jogar no Tricolor de Aço ao lado do goleiro Maizena, do volante Daniel Frasson, do meia Rogerinho e do atacante Toto, Denílson decidiu pendurar as chuteiras. "Quase subimos para a primeira divisão do Brasileirão. Estava com 35 anos, cansado das concentrações. Por isso, eu decidi parar. Parei feliz. Houve muita identificação minha com a torcida do Fortaleza, que é bem parecida com a torcida do Corinthians. É o tipo de torcida que faz bem ao time", conta.

GOL DO MEIO DA RUA

Dono de chutes fortes e venenosos, o ex-zagueiro se lembra com carinho de um gol marcante. Ele aconteceu pelo Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão de 90. O jogo era União São João e Bangu, em Araras. "Eu fiz um gol de falta do meio da rua. E olha que tinha uns 70 metros de distância. Foi um gol que nem o Pelé conseguiu fazer", brinca Denílson.

PASSAGENS PELA ARGENTINA, GRÉCIA E KWAIT

Além de Portugal, Denílson teve a oportunidade de jogar em outros times do exterior. Ele defendeu o Racing, da Argentina, o Qadvia, do Kwait, e o Paok, da Grécia. "A experiência no Kwait foi boa. O time de lá tinha uma grande torcida, fanática. Mas o futebol era bem diferente do nosso", lembra.

Nome completo: Denílson Xavier de Azevedo
Data de nascimento: 07/03/1966, no Rio de Janeiro
Posição: Zagueiro

Clubes

1980-1987: América-RJ
1988-1989: Corinthians-SP
1989-1990: Sport Recife-PE
Bangu-RJ
Boavista - Portugal
Lenções - Portugal
Belenenses - Portugal
Racing - Argentina
Al Qadisha - Qatar
PAOK Salonique - Grécia
1995: Internacional-RS
América-SP
Rio Verde-GO
Cabofriense-RJ
2000: Fortaleza-CE

Fontes: www.miltonneves.com.br/
www.sambafoot.com.br

2 comentários:

Saulo Milleri Biral disse...

Legal essa informação no ano em que o Coxa foi o campeão.
Eu nasci em 12/02/1985. Não sabia de nada ainda.

Aldevan Junior disse...

Bom saber de histórias do Mequinha...

Outro dia tirei foto com o Alex Escobar, comentarista do Sportv num evento na ECO/UFRJ.

Ele falou da sua paixão pelo alvirrubro...

E eu menti dizendo que torcia para o América também só para conseguir uma foto, rsrsrsrsrs