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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Na beira do caos

Wellington Paulista aceitou a catimba argentina e perdeu grande chance.
Foto: EFE

Torcedores do Glorioso,

Faltou vontade. O Botafogo foi até à cidade de La Plata, na Argentina, em busca de sair, pelo menos, com um empate, poderia até ter saído com a vitória, mas o time NÃO SABE VENCER. Pode até parecer pessimismo de minha parte, porém acho o glorioso não vai passar por esta fase da competição, até porque não mostrou vontade em querer isso. E esse jogo de hoje me lembrou muito aquela derrota para o River Plate no ano passado e pra completar, um time com cores vermelha e branca e o fogão em vantagem numérica.

É claro que a ausência de Carlos Alberto e do maestro Lúcio Flávio contribuiram um pouco para a falta de criação do meio campo do glorioso, seus substitutos, Zé Carlos e Leandro Guerreiro (jogando assim com 3 volantes) não comprometeram nem no ataque e muito menos na defesa, omissos. No ataque o ex-artilheiro, ex-ídolo e, se tudo der certo em 2009, ex-jogador do Botafogo Wellington Paulista perdeu a melhor chance do Bota no jogo, nos colocando em maus lençóis.

E pra completar a análise, na defesa, André Luís como sempre estava super nervoso, gritando e gesticulando a todo momento, mas num todo, foi bem. Renato Silva, quieto como sempre, sumiu no jogo e só apareceu quando "herdou" a braçadeira de capitão. E o Castillo, falhou feio ao tentar cortar um cruzamento, originando o primeiro gol dos argentinos.

A partida começou com uma pressão muito grande do Estudiantes que, com o perdão o trocadilho, não tem nada de estudiantes, deram, inclusive, aula de futebol ao Botafogo. Aos dois minutos, Verón cobrou falta com um chute muito forte e Diguinho colocou a cabeça na frente, ficando caído por alguns instantes no gramado, no segundo tempo o camisa 11 do time argentino nocauteou Leandro Guerreiro.

O Bota ainda não tinha chegado ao gol com tanta precisão, mas o árbitro Carlos Amarilla já havia distribuído vários cartões amarelos para controlar os nervos dos atletas. A primeira oportunidade do glorioso foi com Túlio, mas a bola foi muito no centro do gol facilitando a defesa de Andújar. As coisas começaram a mudar a favor do Botafogo aos 18 minutos, quando Alayes fez falta em Wellington Paulista e levou o segundo amarelo, sendo expulso.

Era a chance que o glorioso precisava para tentar ir ao ataque, tentar sair na frente e pressionar a saída do Estudiantes para contragopear com mais liberdade. Mas a única chance que o Botafogo teve desde então, foi com Wellington Paulista, aos 44 do segundo tempo. O camisa 9 recebeu passe, pedalou e driblou o goleiro argentino e quando tinha 7 metros e 15 centímetros de gol a sua frente, conseguiu colocar a redonda pela linha de fundo. Depois do lance Amarilla encerrou o primeiro tempo.

O time do Botafogo foi para o segundo tempo esperançoso, se buscava sair com um empate, tinha agora a oportunidade de vencer, mas não sabe ou tem medo de sair vitorioso sobre um time fora de seus domínios. Mesmo com a ausência de um zagueiro, o técnico Astrada não fez substituição para tapar esse buraco e o Bota não soube aproveitar.

Com três minutos de bola rolando, Castillo cortou um cruzamento que tinha rumo certo, a cabeça do atacante argentino. Quando o Botafogo buscava sair, encontrava uma marcação forte, com até três jogadores em um só, parecia que o Botafogo estava desfalcado e não o Estudiantes. O técnico Astrada ainda queria buscar o ataque, sacou Fernández e colocou o experiente Caldeirón. Um minuto depois, em escanteio cobrado para a área, Castillo saiu mal e trombou com um zagueiro deixando a bola livre para Boselli empurrar para o fundo da meta.

E aos 17 minutos, apenas seis minutos após o primeiro gol, o Estudiantes executou uma cobrança de falta ensaiada para Verón soltar a bomba de fora da área e marcar um golaço, ampliando a vantagem argentina. Esses dois baques somados a tradicional catimba argentina, fizeram Túlio perder a cabeça e ser expulso deixando os dois times em igualdade numérica, porque no placar o Bota estava bem atrás.

Ney Franco ainda tentou alguma coisa para diminuir o placar e possibilitar um resultado mais simples para o jogo da volta, ele tirou Diguinho e colocou Zárate em campo. E o camisa 21 mostrou como se faz ao desviar cruzamento e exigir excelente defesa do goleiro no primeiro grande lance do Botafogo na segunda etapa. A torcida argentina começou a soltar os gritos de "olé" e enfim o Bota chegou novamente, mas já passavam dos 40 minutos quando André Luís cobrou falta por cima. Após a derrota por 2 a 0, o Bota tem agora que vencer por 3 gols de diferença no Rio de Janeiro.

Ouça a música tema desta postagem: Ney Franco - Tava na Beira do Caos

ESTUDIANTES (ARG) 2 X 0 BOTAFOGO

Estádio: Ciudad de La Plata, La Plata (ARG)
Data/hora: 21/10/2008 - 21h (de Brasília)
Árbitro: Carlos Amarilla (Fifa-PAR)
Auxiliares: Emigdio Ruiz (PAR) e Nicolás Yegros (PAR)
Renda/público: R$ / pagantes
Cartões amarelos: Alayes e Juan Díaz (EST); Triguinho e Andre Luis (BOT)
Cartões vermelhos: Alayes, 18'/1ºT (EST); Túlio, 19'/2ºT (BOT)
GOLS: Boselli, 11'/2ºT (1-0); Verón, 17'/2ºT (2-0)

ESTUDIANTES: Andujar; Angeleri, Alayes, Cellay e Diáz; Galván, Sánchez, Verón e Benítez; Fernández (Calderón, 10'/2ºT) e Boselli - Técnico: Leonardo Astrada.

BOTAFOGO: Castillo; Alessandro (Lucas Silva, 46'/2ºT), Renato Silva, Andre Luis e Triguinho (Thiaguinho, 22'/2ºT); Leandro Guerreiro, Túlio, Diguinho (Zárate, 16'/2ºT) e Zé Carlos; Jorge Henrique e Wellington Paulista - Técnico: Ney Franco.

3 comentários:

Sobre o Futebol Carioca disse...

a coisa ta feia no botafogo.

Aldevan Junior disse...

É Ricardo... falei que não dava contra o América de Cáli e o time se superou.

Bom, vou falar que não vai dar contra o Estudiantes agora. Mas parece que não vai dar mesmo...

Saulo Milleri Biral disse...

Já era o ano pra gente e temos que pensar em 2009 agora. Não estou querendo ser pessimista, mas ficou muito complicado agora.