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domingo, 29 de junho de 2008

Clássico vovô com artrite

Carlos Alberto tenta superar Fabinho para criar uma jogada.
Foto: Daniel Zappe/FOTOCOM.NET

Torcedores do Glorioso,

O clássico vovô deste domingo vivia o clima de um possível milésimo gol na história dos confronto, pois é, vivia, a partida teve um resultado de 0 a 0 sonolento com ritmo de fila do INSS. Talvez o fato de que o salário de alguns jogadores está igual ao dos idosos que precisam desse benefício (atrasado) tenha influenciado no resultado.

Toques curtos, passes errados, sonolência, inexperiência entre outros, todas essas palavras que jamais poderiam estar num clássico de tanta tradição, estiveram todas juntas nesse de hoje. O primeiro chute do jogo, ocorreu aos 13 do primeiro tempo, quando o ex-artilheiro Wellington Paulista chutou mal, a bola desviou no zagueiro e passou por cima da meta de Fernando Henrique. Apesar de toda a impaciência da torcida do Bota, os mais supersticiosos esperavam um resultado positivo devido aos últimos resultados do confronto, três jogos, com três vitórias e um título a favor do alvinegro.

O Botafogo, como de esperado, até tentou ir para cima, mas o principal criador de jogadas, Lúcio Flávio, não estava em um bom dia, o que vem se tornando rotina. Seu companheiro de meio-campo, Carlos Alberto, de tão acima do peso que está, ganhou o apelido de "Garoto Melancia" pelo avantajado "traseiro". Enquanto isso, no ataque, Geninho colocava Vanderlei (cone) em lugar de Túlio.

Depois de duas oportunidades do Botafogo, uma com Carlos Alberto, outra com Vanderlei, os torcedores acordaram com o som do apito de Gaciba, que indicava o fim do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, os dois times voltaram sem alteração. Tentando dar um incentivo para as equipes, as torcidas de Botafogo e Fluminense ecoavam alguns gritos de apoio da arquibancada. Gritos esses que logo pararam com o decorrer da fila do INSS, ou melhor, do jogo.

A única emoção do segundo tempo, foi sentida pela torcida tricolor, quando Somália voltou a campo após 8 meses e meio longe dos gramados, Allan foi quem saiu. O Botafogo seguia nas jogadas mais manjadas do Brasil, as faltas de Lúcio Flávio levantadas na área, o desfecho foi o mesmo das últimas partidas, a zaga cortou.

Aos 21 minutos, algo inusitado ocorreu, Lúcio Flávio concluiu contra o gol do adversário sem ser de falta ou de pênalti. Leandro Guerreiro cruzou (eu disse que foi inusitado) e o camisa 10 do glorioso cabeceou a esquerda de FH.

O Fluminense queimou todas suas alterações com as entradas de Léo e Fernando e o no Botafogo Geninho colocou Fábio e Túlio Souza, no meio de toda essa confusão, Wellington Paulista deixou o gramado mais uma vez em branco, algo normal, vai deixar de ser normal quando ele marcar gols. O desempenho do atacante do Bota, é o pior de todos os jogadores que já conseguiram ser artilheiros do estadual. Após a façanha, Wellington já amarga mais de dez jogos na seca (mas o salário ele quer).

A bola continuava sendo maltratada no gramado do Maracanã, poucas oportunidades de gol, ninguém criava e a pobre da "pelota" não conseguiu ser a personagem do momento máximo do futebol, o gol. Para alegria da bola e dos pouco mais de 9 mil presentes, o jogo do Maracanã acabou sob os gritos de "FORA GENINHO".

FLUMINENSE 0 X 0 BOTAFOGO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 29/6/2008 - 18h20min (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Claudio José de Oliveira Soares (RJ)
Renda/público: R$ 101.520,00 / 9.324 pagantes
Cartões amarelos: Rafael (FLU); Diguinho e Renato Silva (BOT)
Cartões vermelhos: Ferrero (BOT)

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Rafael, Anderson, Sandro e Uendel; Fabinho, Maurício, Romeu (Fernando, 32'/2ºT) e David (Léo Itaperuna, 27'/2ºT); Tartá e Alan (Somália, 11'/2ºT). Téc: Renato Gaúcho.

BOTAFOGO: Castillo, Renato Silva, Ferrero e Triguinho; Alessandro (Túlio Souza 32'/2ºT), Leandro Guerreiro, Túlio (Vanderlei 36'/1ºT), Diguinho, Lucio Flavio e Carlos Alberto; Wellington Paulista (Fábio 32'/2ºT). Téc: Geninho.

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