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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM GILVAN DE SOUZA, REPÓRTER FOTOGRÁFICO DO L! - 2ª PARTE

“ TENHO O SONHO DE COBRIR UMA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL”
Renan de Moura, Gilvan de Souza e Ricardo Oliveira na redação do L!

Por: Renan de Moura e Ricardo Oliveira

Hoje, a segunda e última parte da entrevista com o repórter fotográfico Gilvan de Souza, do Diário Lance! Vale a pena conferir!


FC08: Onde você gostaria de fotografar?
GILVAN: _ Eu tenho sonho de cobrir uma Copa do Mundo, quem sabe a próxima (2010, na África do Sul)? O jornalismo é uma das poucas profissões que nos proporciona realizar os sonhos.

FC08: O ambiente que você mais gosta de trabalhar é no Maracanã lotado com a torcida do Flamengo fazendo a festa?
GILVAN: _ De preferência com 60 mil pessoas. Costumo dizer que o espetáculo maior do Maracanã não está dentro de campo e sim, nas arquibancadas. Chega a arrepiar, é muito boa essa sensação.

FC08: Você já ganhou algum prêmio pela fotografia?
GILVAN: _ Eu sempre concorro, mas de uns tempos pra cá, deixei de concorrer. Já ganhei menção honrosa, mas os conhecidos “Prêmio Esso”, “Prêmio Embratel” e “Prêmio Vladmir Herzog” ainda não tive o prazer de ganhá-los. Existem grandes fotógrafos, mas um dia minha vez chegará. Um prêmio desses é como se fosse o “Oscar”. É muito bem-vindo, sem contar a bonificação em dinheiro em torno de R$ 15 mil, que ajuda obviamente.

FC08: Você já se sentiu injustiçado em alguma premiação?
GILVAN: _ Já me senti frustrado. É muito difícil falar da minha foto e da opinião dos jurados, mas nada me impede de continuar tentando.

FC08: Como está o mercado do fotojornalismo?
GILVAN: _ Está muito competitivo. Não basta ser fotógrafo, tem que saber de informática, conhecer outro idioma, enfim, tem que ter um conjunto de conhecimentos e se manter atualizado, pois lançam um equipamento moderno hoje e amanhã já está obsoleto.

“PRETENDO LEVAR A FOTOGRAFIA PARA AS COMUNIDADES CARENTES”

FC08: O salário que você ganha condiz com sua carga horária?
GILVAN: _ Não. É óbvio que eu queria ganhar mais, mas meu salário está nos parâmetros do mercado de trabalho. Existem exceções, caso de Custódio Coimbra e Luiz Alvarenga, do jornal “Extra”, mas independente do salário eu estaria fotografando, pois a satisfação profissional está acima de tudo.

FC08: Você já participou de algum projeto social? Qual a importância da fotografia para essas pessoas?
GILVAN: _Projeto social não, mas já participei de palestras para aqueles que não têm a oportunidade. É difícil, pois meu tempo é corrido, mas pretendo levar a fotografia para as comunidades carentes. A profissão parece não ser, porém é elitizada e de fato quero levar esse conhecimento para as pessoas que não tem acesso. É gratificante e ao mesmo tempo, estarei despertando quem sabe um grande fotógrafo ou como eu mesmo chamo um “pintor apressado”.

FC08: O que é preciso para alguém se tornar um grande repórter fotográfico?
GILVAN: _ Precisa ter um olhar apurado que vai se criando com ângulos diferentes e com a própria experiência, demonstrar sentimento na fotografia, estudar bastante, escolher a área que deseja atuar (casamento, esporte, moda, evento social, etc.) e principalmente deve ter em si determinação.

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