FUTEBOL CARIOCA
A EQUIPE DO FC08 DESEJA A TODOS...
UM PRÓSPERO ANO NOVO!!

sábado, 8 de novembro de 2008

MORRE TREINADOR DO VOLTA REDONDA

A comunidade do futebol está de luto: a diretoria do Volta Redonda comunicou, através de sua assessoria de imprensa, que faleceu, na tarde desta sexta-feira (7), o treinador e ex-jogador do clube, Luiz Cláudio Nascimento, vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O treinador, que dirigiu o time na última rodada do estadual deste ano e durante a Copa Rio da mesma temporada, tinha 49 anos, era casado e pai de dois filhos. Ele estava internado desde a última quarta-feira (5), no Hospital São João da Barra, em Volta Redonda.

Luiz Cláudio também fez parte da comissão técnica que conqusitou a Taça Guanabara e o vice-campeonato estadual de 2005. Como jogador, defendeu o Voltaço nos anos 80, e é considerado um dos maiores jogadores da história do clube. Atualmente, ele comandava a equipe infantil do aurinegro, depois de já ter passado por todas as categorias de base do clube.

O horário e o local do sepultamento não foram divulgados.

Fonte: SRZD

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

FALTA POUCO!

Foto: FERJ


Esquenta a briga para disputar a Primeira Divisão do Campeonato Carioca em 2009. Enquanto o Olaria ainda não pontuou no quadrangular final, Aperibeense, Tigres e o Bangu disputam as duas vagas classificatórias. A fase final do Campeonato Carioca está sendo uma surpresa, porque o time de Aperibé desbancou o tradicionalíssimo Alvirubro por 1 a 0, ontem, no estádio José Gonçalves Brandão Filho e está na segunda posição. A "zebra" ou melhor o Tigres é o líder do grupo com 7 pontos.

Faltando apenas três rodadas para o término da competição, se Bangu e Olaria querem realizar o sonho de voltar a elite do futebol carioca é melhor apresentar o bom rendimento que os levaram a parte decisiva do torneio.

Ficha Técnica:
Jogo:
Aperibeense 1 x 0 Bangu
Local: Estádio José Gonçalves Brandão Filho, em Aperibé.
Data: 05 de novembro
Horário: 16 Horas
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés e Marcelo Braz Mariano

Aperibeense: Zé Romário, Neném (Vitinho), Wágner, Ronzei e Jorginho; Geovane, Willian, Jônatan (Vander) e Marquinhos Moreno; Fábio Tosca e Adão (Ronaldo).
Técnico: Índio.

Bangu: Cléber Moura, Valdir, Abílio, Márcio Cleick e Baiano; Edinho (Alexandre Borges), Beto, Fred (Gleison) e Victor Hugo; Sassá (Zaror) e Bruno Luiz.
Técnico: Roy.

do fundo do baú: Botafogo 3 x 0 Grêmio(RS) (1974)

No dia 3 de Fevereiro de 1974, num Domingo, Botafogo e Grêmio se enfrentaram em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 1973 no Estádio do Maracanã com a vitória do clube da estrela solitária por 3 tentos a 0.
Nesse ano o Palmeiras foi o Campeão Brasileiro.

Principal artilheiro do campeonato

Ramon (Santa Cruz): 21 gols

O Jogo

BOTAFOGO (RJ) 3 x 0 GRÊMIO (RS)
Data:
03 /02 /1974
Campeonato Brasileiro de 1973
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschillia
Gols: Nílson Dias (2) e Jairzinho.
BOTAFOGO: Wendell, Miranda, Waltencir, Osmar e Marinho Chagas; Carbone,
Carlos Roberto e Dirceu; Puruca, Nílson Dias e Jairzinho (Ferretti) / Técnico: Paraguaio.
GRÊMIO: Picasso, Everaldo, Renato Cogo, Beto e Tabajara; Carlos Alberto e
Paulo Sérgio (Humberto Ramos); Carlinhos, Mazinho (Rubens), Tarciso e Loivo / Técnico: Carlos Frôner.


O Craque: Osmar Guarnelli

Crédito da foto: www.alvarezonline.kit.net

Depois de revelar para o Botafogo de Futebol e Regatas jogadores com Rogério, Jairzinho, Roberto Miranda, Nilson Dias, Paulo César Lima, Carlos Roberto, Nei Conceição, Mendonça e tantos outros, antes de deixar o Glorioso, Neca, mentor de todos esses ídolos botafoguenses e do futebol brasileiro, haveria de marcar o seu trabalho, deixando, também, o zagueiro Osmar Guarnelli.

Carioca do Rio de Janeiro, nascido no dia 18 de fevereiro de 1952, Jorge Osmar Guarnelli chegou ao Botafogo ainda garoto, juvenil, mostrando para todos que, finalmente o clube teria dentro de poucos anos um substituto para Zé Carlos, um dos mais completos jogadores de defesa da história botafoguense.

Foi em 1972, quando o Botafogo já havia tentado resolver o problema da sua zaga contratando Sebastião Leônidas e até o tricampeão mundial Brito e mais tarde Scalla, que o torcedor botafoguense conheceu Osmar Guarnelli, um jovem de apenas 20 anos, jogando, ora ao lado de Brito, ora ao lado de Leônidas,

Técnico as seleção brasileira, Mário Jorge Lobo Zagallo, ainda emocionalmente ligado ao Botafogo – onde fora bicampeão estadual de 62/63 e mais tarde repetindo o feito em 67/68 – conhecia de perto o elenco botafoguense e o trabalho de qualidade desenvolvido por Neca.

Tricampeão mundial pela seleção ao lado dos botafoguenses Rogério, Jairzinho, Paulo César, Roberto Miranda e Gerson, Zagallo resolveu assumir o comando da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, na Alemanha. Mercê do seu excelente futebol, Osmar Guarnelli fora convocado para as duas seleções brasileiras (principal e olímpica), juntamente com o atacante Washington, que os mais apressados resolveram nomear de “o novo Pelé”.

Após os treinamentos – e pela impossibilidade prática de continuar atendendo às duas seleções – Zagallo resolveu cortar Osmar da seleção principal, deixando-o como titular apenas na seleção olímpica. O time não foi bem nos Jogos Olímpicos de Munique – claro, não foi por responsabilidade de Osmar!

No Botafogo, jogando ao lado de Brito, Leônidas, Renê e tantos outros companheiros de zaga como Nilson Paulino, Abel, Osmar Guarnelli afirmou-se como excelente zagueiro e permaneceu no Glorioso de 1972 até 1979. Jogou também ao lado de Chiquinho, Fred e até de Artur “Pai d’Égua”, este recentemente falecido.

Mas foi defendendo as cores do Botafogo de Futebol e Regatas, num clássico diante do Vasco da Gama, no Maracanã que, numa bela tarde de domingo e de estádio cheio que Osmar Guarnelli participou de uma das mais antológicas jogadas do futebol brasileiro.

O jogo, por volta dos 25 minutos do segundo tempo, permanecia com o placar de 0 a 0. O volante Zanata, recebera passe pelo lado direito do Vasco da Gama do também volante Zé Mário e, erguendo a cabeça, foi encontrar Roberto Dinamite dentro da área defendida pelo Botafogo. Roberto Dinamite amorteceu a bola no peito e, com um leve toque, deu um lençol no zagueiro Osmar Guarnelli e mandou a bola para o fundo das redes defendidas pelo goleiro pernambucano Wendel, naquela época também goleiro da seleção brasileira.

Segundo Roberto Dinamite, em entrevistas posteriores, aquela foi a única fórmula que lhe veio à mente, naquele momento, para se livrar da ferrenha marcação imposta pelo zagueiro Botafoguense. Esse lance aconteceu em 1976 e o Vasco derrotou o Botafogo por 2 a 1.

Osmar nunca foi campeão pelo Botafogo. Em 1979 transferiu-se para o Clube Atlético Mineiro e os títulos começaram a chegar. Foi ums dos principais jogadores do Galo Mineiro até 1983, ao lado de craques como Luizinho, Reinaldo, Éder Aleixo, Toninho Cerezzo, Palhinha, João Leite e Jorge Valença.

No mesmo ano em que chegou ao Atlético (1979), Osmar Guarnelli foi campeão mineiro. Foi bi, em 80 e tri em 81. Foi tetracampeão em 82 e penta em 83, quando, finalmente largou o Galo, transferindo-se para a Ponte Preta de Campinas/SP. Defendeu as cores da macaca até 1986 indo depois para o São José de São José dos Campos

Em 1987 iniciou carreira de treinador, dirigindo o Inhumense e depois o Uberlândia, ambos de Minas Gerais. Já foi técnico de alguns dos principais clubes de Goiás, Mato Grosso do Sul e outros tantos do Nordeste. Treinou o Volta Redonda e o América/RJ. É um treinador em atividade e, em entrevista não muito distante, revelou que gostaria de trabalhar no seu Botafogo de Futebol e Regatas como treinador.

Por: José de Oliveira Ramos

Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br

Jorge OSMAR GUARNELLI
Posição:
Zagueiro-Central
Data de Nascimento: 18/02/1952
Cidade: Rio de Janeiro-RJ

Carreira:
Categoria de Base: Botafogo-RJ.
Profissional: Botafogo-RJ (1972-1979);
Atlético Mineiro (1979-1983);
Ponte Preta-SP;
São José-SP

Disputou os jogos olímpicos de 1972 pela Seleção Brasileira. Bola de Prata da “Revista Placar” em 1979, como melhor zagueiro-central.


No Atlético: Foram 222 Jogos e sem marcar um gol.
Títulos pelo Atlético (MG):
Campeão Mineiro – 1979, 1980, 1981, 1982 e 1983
Campeão da Taça Minas Gerais – 1979

Fonte:
http://100anosgalo.blogspot.com/

Fez 42 jogos pelo São José. No São José foi campeão do Grupo Amarelo da Divisão Especial (A2) em 87, acesso para o Paulistão.

Fonte:http://www.albertosimoes.com.br/saojose/biografia/o.htm

Osmar é o 10º jogador do Botafogo em número de jogos com 387 e 4 gols (1970 a 1979).
Fonte: Pedro Varanda

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Fluzão...

René Simões é o comandante da virada tricolor
Crédito: Agência / Photocâmera


Caros amigos tricolores,

Eis que eu apareço aqui neste simpático e eficiente blog sobre o futebol carioca para mais uma vez falar a respeito do Tricolor Carioca, o Fluminense. Lembro de que eu escrevi quando René Simões foi contratado pelo clube, de que o pensamento era o retorno da Série B para a A em 2009, visto que René é o autal campeão da segundona (título este que passará a ser mais uma vez de Mano Menezes, pelo Timão, que o ganhou em 2005 com o Grêmio). Mas não quero e não tenho nada haver com segundona, Série B, rebaixamento e outras coisas que nos remetem a este assunto, porque depois da chegada do “folclórico técnico”, o time disputou 5 partidas, com 3 vitórias, 1 empate e uma derrota para o Vasco. Foram 9 gols marcados e 4 sofridos.

Outro detalhe: destas três vitórias, duas foram fora de casa, contra adversários diretos na luta contra o rebaixamento – Atlético-PR e Figueirense. Isto tudo vocês já sabem. Vos digo que em parte o que eu pensei a respeito de Simões está indo por água abaixo, porque acreditava e continuo acreditando que o Flu irá escapar, mesmo com uma tabela complicada pela frente (Cruzeiro, Internacional e São Paulo – fora de casa – e Portuguesa e Ipatinga – em casa), mas em determinado momento não cheguei a levar muita fé no René Simões para este ano (o sonho da maioria dos tricolores era Carlos Alberto Parreira), porém o ex-técnico da seleção da Jamaica, vem correspondendo e muito as expectativas dos tricolores, porque conseguiu dar um padrão de jogo e faz o melhor de tudo, não inventa muito, ou seja, o lateral joga na lateral, o atacante no ataque, o zagueiro na zaga, e como todos sabem, o futebol é simples!!!

Ah, não me esqueci do jogo de ontem, que mais parecia Pólo Aquático. Vi o jogo que começou na quinta-feira passada e terminou quase uma semana depois, e que só não foi adiado novamente, porque já era “adiado”. Com ou sem energia, com chuva ou não, os jogadores tricolores demonstraram muita luta, raça e dedicação. Precisamos sempre desta vontade para que os resultados apareçam. E o Thiago Silva?? Não importa o campo, o "monstro" provou mais uma vez porque é o melhor zagueiro do Brasil!!!

OBS: Eu não escrevo sobre o Botafogo, mas não poderia deixar de dizer: quando os problemas extra-campo vão parar de atormentar o time da Estrela Solitária no rendimento em campo, principalmente após o 1° semestre do ano? É inacreditável, mas em dois anos seguidos e contra times argentinos, o ano Alvinegro acaba de forma trágica!!!!!

Fim de ano tragicômico, só podia ser com o Botafogo

Andé Luís dá uma de árbitro e "pendura" Chandía
Foto: Globoespote.com

Torcedores do Glorioso,
Que venha 2009, pois 2008 acabou mais cedo para o fogão em questão de título num jogo com muito nervosismo, lances curiosos, engraçados, a tradicional catimba argentina e no final de tudo tristeza pela eliminação do Botafogo. Apesar de estar perdendo por 2 a 0, o Bota mostrou sua força no Engenhão e foi buscar o empate em 2 a 2 com gols de Lúcio Flávio e André Luís. O resultado não foi suficiente e sonho de conquistar outro torneio continental, ou qualquer outro título, fica para o ano que vem.

Eu resolvi assistir ao jogo vestindo a camisa do glorioso, camisa esta que deixei de vestir três minutos após o começo do jogo, com gol Angelleri numa falha grotesca de Renan. Mal sabia eu que a culpa não era do manto glorioso que agora me olhava torto sobre o sofá, o Botafogo seguia pior na partida e o Estudiantes cada vez mais próximo do segundo. Porém aquele fundo de esperança seguia tomando conta de mim e de todo o Engenhão que agora cantava o "samba da virada", a torcida gloriosa tentava colocar o Bota para cima do adversário.

A pressão da torcida sobre o Estudiantes era forte e aumentou quando Lúcio Flávio se livrou do zagueiro e bateu no cantinho de Andújar tirando tinta da trave. Apesar de todo o esforço, o glorioso encontrava uma defesa bem postada a sua frente, enquanto isso, do outro lado, o Estudiantes contava com o craque Verón que lançou para Salgueiro balançar, pela segunda vez, a rede de Renan. A torcida passou a voltar-se contra alguns jogadores do Botafogo, entre eles destacavam-se: Renan, Triguinho, Thiaguinho e Lúcio Flávio. A chuva começou a cair forte, naquele momento a única esperança era arrumar um empate para o resultado ficar menos feio.

Aos 42 minutos o primeiro lance engraçado da partida, mesmo com todos os fatores desfavoráveis, a torcida do Botafogo ainda arrumou força para fazer graça. Triguinho fez falta em Boselli e os torcedores soltaram o grito de "expulsa" pedindo o cartão vermelho para o lateral esquerdo, mas o árbitro não obedeceu e aplicou o amarelo. E logo depois, os gritos de "olé" surgiram de ambas as torcidas e só terminaram quando o primeiro tempo acabou sob vaias.

Quando o time do Botafogo tocava bola esperando o Estudiantes entrar para o segundo tempo, a torcida alvinegra começou a gritar o nome dos jogadores campeões brasileiros em 95 e é claro, o mais aplaudido foi Túlio Maravilha. Com a bola em campo foi possível perceber duas alterações importantes na equipe de Ney Franco, as saídas de Thiaguinho e Triguinho para a entrada de Lucas Silva e Luciano Almeida.

O canto que a torcida entoou ainda no intervalo parece que surtiu efeito positivo nos jogadores que estavam em campo, Lúcio Flávio honrou a camisa 10 que veste e deu passe de calcanhar para Wellington Paulista fuzilar Andújar que jogou para escanteio. Pouco tempo depois, Renato Silva, que foi muito aplaudido pela torcida, sofreu pênalti. Lúcio Flávio jogou no cantinho e descontou. Logo depois a esperança de classificação voltou. Sete minutos depois o Botafogo fez o que até o momento parecia impossível, empatou a partida. Em cobrança de escanteio a bola sobrou com André Luís que soltou a bomba no fundo do gol dos argentinos.

Mas, como tem coisas que só acontecem ao Botafogo, quem poderia virar herói se tornou vilão e o que é pior, com apoio da torcida. Carlos Alberto caiu na catimba do experiente Verón e levou amarelo e quem não tinha nada a ver com a história, André Luís, veio lá da defesa peitando o capitão do time argentino, na mesma hora o árbitro Chandía puniu o zagueirão com o amarelo, era o segundo, ele seria expulso, mas antes ia protagonizar uma cena lamentável, tomou o cartão das mãos do árbitro e aplicou o amarelo contra o juizão. A pergunta é: O árbitro vai ser suspenso pelo STJD? Essa resposta é indefinida, mas André Luís deve pegar uma pena severa.

Houve invasão de campo, a torcida gritando o nome de André Luís... Tudo que o Estudiantes queria, jogo paralizado. Até o médico do Botafogo foi expulso. E depois disso não havia mais clima para jogar bola e as equipes se limitaram a dar toque de lado e esperar o término da partida. Ainda restam cinco jogos no brasileirão e um fio de esperança na conquista de uma vaga para a Libertadores. Enquanto a vida, há esperança. Feliz 2009 com esperança de dias melhores!

BOTAFOGO 2 x 2 ESTUDIANTES (ARG)
Estádio: Engenhão
Data: 05/11/2008
Árbitro: Carlos Chandía (Chile)
Auxiliares: Cristian Julio (Chile) e Sergio Román (Chile)
Público: 13.517 pagantes / Renda: R$ 99.649
Cartões amarelos: Renato Silva, Triguinho, Andre Luis e Jorge Henrique (Botafogo); Salgueiro, Díaz, Verón e Cellay (Estudiantes).
Cartão vermelho: Andre Luis (Botafogo)
Gols: Angelleri, aos três, e Salgueiro, aos 33, no primeiro tempo; Lucio Flavio, aos 13, e Andre Luis, aos 20, no segundo tempo
BOTAFOGO: Renan, Thiaguinho (Lucas Silva), Renato Silva, Andre Luis e Triguinho (Luciano Almeida); Leandro Guerreiro, Diguinho, Lucio Flavio e Carlos Alberto; Jorge Henrique e Wellington Paulista (Fábio). Téc: Ney Franco.
ESTUDIANTES: Andújar, Angeleri, Desábato, Cellay e Díaz; Galván (Sanchez), Braña, Verón (Moreno) e Benítez; Boselli e Salgueiro (Calderón). Téc: Leonardo Astrada.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estamos muito vivos

No dia de Finados, o Vasco mostrou a todos que está muito vivo no Brasileirão 2008. Em um clássico caracterizado por muita marcação e por boas defesas dos goleiros, o Vasco soube aproveitar uma das poucas chances que teve e venceu o Fluminense por 1x0, ultrapassando o rival na classificação. Com o gol solitário de Wagner Diniz, o cruzmaltino chegou a 18ª posição, ainda na zona de rebaixamento, mas agora a apenas um ponto de deixá-la. O próximo compromisso é sábado, contra o Santos no caldeirão de São Januário.

Apesar do momento ruim dos times no Brasileirão, as torcidas compareceram em massa, mostrando o amor pelos seus Clubes. Do lado tricolor, confiança pelos recentes bons resultados e do lado cruzmaltino, a força para apoiar em uma partida decisiva. Belo espetáculo de ambos os lados.

O primeiro tempo foi tricolor. O Vasco só ameaçava em bolas aéreas e chutes de fora da área, visto a dificuldade para penetrar na boa zaga do rival. A situação parecia piorar quando nosso melhor zagueiro, Fernando, sentiu a lesão e teve que ser substituído por Odvan. A torcida teve calafrios. Jorge Luiz, pra variar, fazia partida muito ruim, mas Eduardo Luiz compensava com eficiência e seriedade nos cortes. No fim da primeira etapa, o vilão quase virou herói. Mádson cruzou na cabeça de Jorge Luiz, que desviou para grande defesa de Fernando Henrique.

Para o segundo tempo, o jogo continuou disputado e com muita briga. Cheguei a pensar que pela primeira vez veria ao vivo a um 0x0. No início da segunda etapa, Wagner Diniz foi derrubado, mas Simon não marcou. A fama de cai-cai tem atrapalhado muito nosso lateral velocista. Aos 10, um susto. Fabinho deu um chutaço da entrada da área, que tirou um ‘UUU’ da galera tricolor e um ‘UFA’ da torcida do Vascão.

René Simões tentou ir pra cima, tirando Fabinho para entrada de Ciel. O tiro no entanto, saiu pela culatra. Com mais espaço em campo, o Vasco atacou mais e chegou ao seu gol. Aos 27, Mádson cruzou para dentro da pequena área, a zaga afastou mal e Wagner Diniz tocou por baixo de FH na sobra. Explosão, gritos e lágrimas. O gol do alívio, o gol do desabafo de uma torcida que ouviu todo tipo de gracinha nas últimas semanas. Daí em diante foi um show. Nada de show de bola, mas um show de garra, entrega e determinação. Os jogadores brigavam por todas as bolas como se fossem as últimas e às vezes até pecavam pelo excesso de vontade, errando chutes bobos. Rafael foi um gigante e garantiu a vitória. Em contra-ataques, o bom Pinilla quase ampliou o placar, mas parou em Fernando Henrique.

FLUMINENSE 0 X 1 VASCO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data/hora: 02/11/2008 - 19h10 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ)
Renda/público: não disponível
Cartões amarelos: Fabinho e Everton Santos (FLU); Fernando e Rodrigo Antônio (VAS)
GOL: Wagner Diniz, 27'/2ºT (0-1)

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Carlinhos (Eduardo, intervalo), Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Fabinho (Ciel, 20'/2ºT), Wellington Monteiro, Arouca (David, 37'/2ºT) e Conca; Everton Santos e Washington. Técnico: René Simões.

Vasco: Rafael, Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Fernando (Odvan, 35'/1ºT); Wagner Diniz, Jonílson, Mateus (Leandro Bomfim, 29'/2ºT), Madson, Alex Teixeira e Rodrigo Antônio; Alan Kardec (Pinilla, 24'/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho.

Saudações vascaínas a todos!

UM MINUTO DE SILÊNCIO

Everton Santos voa em dividida com Alex Teireira
Foto: Photocâmera

No clássico do Dia de Finados, o Vascão ressurgiu das cinzas, enquanto o Fluminense construiu a própria sepultura. Em um jogo muito disputado no Maracanã, o time da Colina venceu o Fluzão por 1 a 0, gol de Wagner Diniz e empurrou o adversário regional para a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro. Já o Vasco permance na zona de rebaixamento, mas começa a reagir com os aparelhos respiratórios.

O Fluminense que vinha embalado, bateu diante do Vasco e está entre a vida e a morte. René Simões que não havia sido derrotado no Brasileirão, sofreu o primeiro golpe em uma hora inoportuna. Jogando bem mais do que o adversário, o Tricolor das Laranjeiras não soube matar a partida nas inúmeras chances que teve. Ora o goleiro Rafael praticava excelente defesa ora a pontaria era cruel com os 40 mil torcedores presentes.

O Vasco veio com um plano claro de avançar apenas nos contra-ataques. Mas, como que não faz leva, os cruzmaltinos que não não estavam nem aí, trataram de balançar as redes no segundo tempo e garantir os três pontos.

Após a saída do volante Fabinho (que estava jogando bem por incrível que pareça), essa decisão foi crucial para desorganizar a defesa tricolor e permitir a chegada do sempre veloz Madson e do jovem Alex Teixeira. Tanto é que numa jogada do baixinho Madson, a bola sobrou na medida na área do goleiro Fernando Henrique para Wagner Diniz marcar o único gol.

Agora, o time viaja hoje à tarde para enfrentar o Figueirense pela partida remarcada por causa da falta de luz, na última quinta-feira, no estádio Orlando Scarpelli. O jogo começará 1 a 0 para o time carioca e se terminar com a vitória do Fluminense, o time sai da zona de rebaixamento e retira a corda do pescoço, entretanto, em caso de derrota e a possível saída do zagueiro Thiago Silva para o Milan podem esquentar a sala de espera do "Hospital das Laranjeiras" esta semana.

domingo, 2 de novembro de 2008

DÁ-LHE DUQUE DE CAXIAS!

O Duque de Caxias foi até o Mangueirão, em Belém, e ganhou mais uma neste Octogonal. A vítima novamente foi o Águia de Marabá. Gleydeson abriu o placar para o Águia e Dudu, virou a partida com dois gols, um em cada tempo. Com isso, o Duque chegou a sua maior sequência invicta na Série C, quatro jogos. Três vitórias e um empate.

JOGO

O Águia começou com tudo e logo antes do primeiro minuto já tinha chegado com perigo com Aleílson. O Duque respondeu logo em seguida com Renatinho que chutou forte e o goleiro Ângelo fez uma linda defesa. O Águia ficou pressionando no início do jogo e teve vários escanteio. O Duque apostava nos contra-ataques e quando chegava, ia com perigo ao gol do adversário. A pressão do Águia surtiu efeito aos 21 minutos, Soares cobrou escanteio e, depois de confusão na área, Gleydeson abriu o placar. Três minutos depois, a zaga marabaense falhou feio, Dudu roubou a bola e empatou a partida.

Goleiros salvam



Aos 40, foi um lá e cá literalmente. Primeiro Marcondes invadiu a área e Douglas Vieira fez linda defesa, a bola sobrou com a zaga que ligou o contra-ataque caxiense com Reginaldo. O atacante lançou Renatinho que chutou forte e foi a vez do goleiro do Águia fazer grande defesa. E a primeira parte terminou empatada.

Na segunda etapa, foi a vez do Duque começar pressionando e com apenas dois minutos, o atacante Dudu perdeu um gol de cara e o goleiro Ângelo mandou para escanteio. Aos 9, Léo Rosa cruzou da direita e Ciro cabeceou com muito perigo.

Virada Caxiense



O Duque respondeu em grande estilo, em outra falha da defesa, Dudu entrou livre na área e chutou cruzado, a bola ainda desviou na zaga antes de entrar.

Logo depois, João Pedro, perdeu uma chance incrível de empatar. O Duque queria mais e após corte errado da zaga, Alan chutou forte e a bola passou perto. Depois disso, o Águia vinha botando pressão mas os atacantes não estavam inspirados e desperdiçaram chances de empatar a partida.

Com o placar, o Duque voltou ao G-4, agora com 13 pontos na terceira colocação, o Águia caiu para a quarta colocação se mantendo com 12 pontos. Na próxima rodada, o Duque enfrenta em casa o Campinense, uma vitória do Duque, o leva para a vice-liderança do Octogonal. Já o Águia viaja até o sul para enfrentar o Brasil de Pelotas.

FICHA

Estádio: Olímpico do Pará (Mangueirão), Belém-PA
Árbitro: Róbson Martins Ferreira (MA)
Público pagante: 2.315
Renda: R$ 12.770,00
Cartões amarelos: Darlan, Edcléber e Gustavo (AMFC); Cléber e Geovani (DCFC).
Gols: Gleydeson 22'1ºT (1-0); Dudu 25'1ºT (1-1); Dudu 13'2ºT (1-2).

ÁGUIA DE MARABÁ: Ângelo; Léo Rosa (Beto); Darlan, Edcléber e Marcondes (João Pedro); Gleydeson, Gustavo, Soares e Ciro; Aleílson e Peri (João Paulo). Técnico: João Galvão.

DUQUE DE CAXIAS: Douglas Vieira; Douglas Silva, Tinoco, Edmílson (Róbson) e Alan; Silva, Cléber, Juninho (Geovani) e Renatinho; Dudu e Reginaldo (João Rodrigo). Técnico: Paulo Sérgio (interino)




Fonte: Anderson Sloth - Blog do Duque de Caxias

Sul-Americana vira questão de honra

Diguinho batalha pela bola
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,

Com o foco totalmente voltado para a próxima quarta-feira, quando encara o Estudiantes La Plata(ARG) pela Copa Sul-Americana, o Botafogo foi de time misto encarar o Atlético-MG no território inimigo, a partida era marcada também pelo tabu do fogão, que estava há 7 anos sem saber o que é perder para o galo mineiro. Graças a arbitragem e o pensamento no Rio, o tabu foi quebrado pelo placar de 2 a 1. Leandro Almeida garantiu os mineiros duas vezes com Carlos Alberto descontando.

Com o corpo em Minas, mas a alma e o pensamento no Rio, o Bota começou a ditar o ritmo do jogo nos primeiros minutos. O meio-campo estava povoado e era exatamente este setor o mais aguardado na partida de hoje, Rodrigo Sá e Lucas Silva, começaram entre os 11 titulares. O Bota levava uma ligeira vantagem nas divididas devido a disposição de Carlos Alberto e a raça de Diguinho. Nas tentativas pelas laterais, Thiaguinho esqueceu-se do futebol que o consagrou pelo fogão e Triguinho só pensa em qual time irá atuar no ano que vem.

A primeira oportunidade foi com Carlos Alberto, o camisa 19 chamou o zagueiro para cima, deu um corte e chutou cruzado pela linha de fundo. Algum tempo depois, Wellington Paulista desviou de cabeça e fez tremer o travessão de Édson. O Atlético, ainda muito acuado, só chegou com perigo real aos 19 minutos. Welton ganhou na velocidade, invadiu a aréa, tentou um corte em Renan e se atirou ao chão. Evandro Roman viu pênalti que Leandro Almeida cobrou deslocando o goleiro do Bota. 1 a 0 galo.

O Botafogo sentiu o gol e, mesmo com maior posse de bola, não tinha eficiência para finalizar contra a meta mineira. O galo aproveitava-se do momento de fragilidade alvinegra e tentava matar o jogo ainda nos 45 minutos iniciais. O goleiro Renan salvou o Botafogo em algumas oportunidades, uma delas num lindo arremate de Castillo, que não é o outro goleiro do fogão. O panorama do jogo pouco se alterou e o Bota foi para o intervalo com esperança de reverter a situação.

A bronca que Ney Franco deve ter dado em seus atletas surtiu efeito logo com dois minutos em cobrança de falta de Carlos Alberto que raspou o travessão de Édson. O Atlético respondeu aos oito minutos em chute forte de Renan Oliveira que seu xará botafoguense defendeu, embora a melhor oportunidade, até então, no segundo tempo tenha sido mineira, quem dava a impressão de que marcaria era o Botafogo, Jorge Henrique soltou o pé de fora da área e exigiu uma defesaça de Édson.

A impressão de domínio alvinegro encerrou-se alguns minutos depois, quando Rodrigo Sá fez falta em Márcio Araújo e foi expulso, expulsão injusta, diga-se de passagem. O Bota não se acomodou e Lucas Silva lançou bola para Carlos Alberto que se livrou da marcação, o meia ainda tinha opção de passe, mas fuzilou a meta mineira marcando um golaço no empate. Pouco tempo depois, Lucas Silva serviu outro jogador do Bota, Eduardo, que entrou na vaga de Wellington Paulista e chutou forte beliscando o travessão.

O técnico Marcelo Oliveira ainda não tinha desistido da partida e colocou o sérvio Petkovic em campo. Aos 31 ele mesmo cobrou falta na cabeça de Leandro Almeida colocando o galo novamente em vantagem e decretando o fim do jejum. O Bota volta a campo, pelo campeonato brasileiro, no próximo domingo contra o Flamengo. Enquanto isso, a meta é a classificação na Sul-Americana.

ATLÉTICO MINEIRO 2 X 1 BOTAFOGO

Data/hora: 02/11/2008, às 17h (de Brasília)
Estádio: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Assistentes: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Gilson Bento Coutinho (PR)
Renda/público: R$ / pagantes
Cartões amarelos: Nen (ATL); Triguinho e Andre Luis (BOT)
Cartões vermelhos: Rodrigo Sá, 12'/2ºT (BOT)
GOLS: Leandro Almeida, 20'/1ºT (1-0); Carlos Alberto, 17'/2ºT (1-1); Leandro Almeida, 30'/2ºT (2-1)

ATLÉTICO MINEIRO: Édson, César Prates, Leandro Almeida, Welton e Raphael Aguiar; Nen (Petkovic, 21'/2ºT), Elton, Márcio Araujo e Renan Oliveira; Marques (Pedro Paulo, 28'/2ºT) e Castillo (Beto, 28'/2ºT) - Técnico: Marcelo Oliveira

BOTAFOGO: Renan, Thiaguinho (Edson, 26'/2ºT), Emerson, Andre Luis e Triguinho; Rodrigo Sá, Diguinho, Lucas Silva e Carlos Alberto; Jorge Henrique e Wellington Paulista (Eduardo, 19'/2ºT) - Técnico: Ney Franco

sábado, 1 de novembro de 2008

HALLOWEEN E FINADOS NO MARACANÃ

Caio Júnior sabe o que faz?
Foto: FlamengoRJ


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O Halloween e o Dia de Finados foram "comemorados" em um único dia no Maracanã. O Flamengo teve a chance de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro, mas vacilou e acabou empatando com a Portuguesa por 2 a 2, pela 33ª rodada. Na próxima partida, o Flamengo enfrenta o Botafogo, no Maior do Mundo.

O técnico Caio Júnior sabendo da necessidade da vitória em casa pôs a campo três zagueiros e três volantes dando liberdade aos laterais da Gávea que bem marcados não conseguiam adentrar a área adversária. Mesmo assim, a equipe entrou disposta a marcar e com apenas cinco minutos, o "atacante" Fábio Luciano balançou a rede com um voleio depois de jogada individual de Jaílton, que teve atuação destacada no primeiro tempo. Sendo um crítico ferrenho a este jogador, tenho também que reconhecer quando ele atua de forma convincente.

Parecia que mais uma goleada no Maracanã se aproximava. O Flamengo chegava com perigo a meta do goleiro Gottardi, principalmente na distribuição de jogadas do meio-campo Kléberson. Em uma delas, após passe para Marcelinho Paraíba, Fábio Luciano não alcançou o cruzamento desperdiçando boa chance. Aliás, o zagueiro jogou melhor na função de centroavante do que o camisa 18, Obina.

O Flamengo aos poucos foi diminuindo o ritmo e atraindo a Portuguesa para o seu campo de defesa. A Lusa trocava passes em frente a área rubro-negra, mas pecava na finalização. Na base dos lançamentos, o time paulista começava a assustar. Recuado, o Mengão não conseguia explorar os contra-ataques e a Portuguesa acreditava no empate. Aos 42, o ex-flamenguista, Athirson quase empatou após passe na medida na pequena área, porém a conclusão foi horrorosa.

O time que quer ser hexacampeão não podia entrar no jogo de um dos times que lutam para não cair. O fim do primeiro tempo foi muito lucrativo para o Flamengo, que conseguiu manter o placar favorável.

Na volta para a segunda etapa, o "técnico" Caio Júnior começou a aprontar das suas. Jogando bem o primeiro tempo, Kléberson foi sacado para a entrada do chileno Fierro, enquanto isso, Ibson que errava absolutamente tudo que tentava, continuava em campo. Totalmente desorganizado taticamente, parecendo um bando de zumbis vestindo o Manto Sagrado, a Portuguesa aproveitou para virar a partida em poucos minutos.

Aos sete, em jogada de velocidade, Jonas recebeu livre, cortou para dentro e bateu cruzado, sem chances para Bruno. 1 a 1. Vendo o time completamente desnorteado, o treinador Caio Júnior não mexeu na equipe após a grande imbecilidade de tirar o meio-de-campo Kléberson. E foi castigado logo após. Erick roubou a bola e avistou o lateral-esquerdo Athirson solto para escorar na grande área e virar o marcador. 2 a 1.

Após o gol, as vaias eram ouvidas a quilômetros de distância principalmente para o estagiário de treinador. Não era para menos. Aos 17, mais uma mudança errada, mas que ajudou o Flamengo. Marcelinho Paraíba saiu para a entrada do jovem Éverton. A equipe partiu no desespero em busca do empate. Com mais velocidade e explorando o chuveirinho em busca de Obina e Fábio Luciano na área e as investidas pelo lado esquerdo de Angelim, o time da Gávea foi chegando.

Após a entrada de Maxi Biancucchi na vaga do aplaudido Jaílton (mereceu dessa vez), o Flamengo voltou a dominar a partida, mas deixava espaços e sobrecarregava o volante Toró na marcação, que mais uma vez mostrou-se um leão, um verdadeiro guerreiro no gramado do Maracanã.

O Mengo seguia pressionando. Juan que jogou muito mal, desperdiçou uma boa jogada após isolar o rebote na grande área. Aos 38, o gol salvador. Éverton disputou na velocidade pela linha de fundo e cruzou. O argentino Maxi cabeceou sozinho, a bola explodiu no travessão e novamente ele escorou para o fundo das redes. 2 a 2.

Depois do gol, Obina brigou com Patrício e acabaram expulsos pelo árbitro Heber Roberto Lopes. Na base do coração, o Flamengo tentava virar o placar nos chuveirinhos, mas sem sucesso. No minuto final, Ibson perdeu a bola próxima a bandeirinha de escanteio e decretou o fim a grande chance de assumir a 1ª colocação do campeonato.

Após o jogo, o técnico Caio Júnior mostrou a satisfação com o resultado devido a forma com que sua equipe jogou após o gol logo no início, numerou as qualidades do grupo e a posição que o Flamengo está no momento (5º colocado) e cutucou os adversários cariocas que brigam para não cair. Já basta de se contentar com qualquer placar. Precisamos de um comandante de verdade, aquele que motive o elenco e demonstre querer vencer jogo a jogo. Sua tranquilidade é insuportável. Tudo está bom. Enquanto a torcida fica com os cabelos brancos com os resultados seguidos, para ele tanto faz, porque a multa rescisória de contrato em caso de demissão já o garante um bom dinheiro.

Fora Caio Júnior, esse bruxo que amaldiçoou o Flamengo.

FICHA TÉCNICA - FLAMENGO 2 X 2 PORTUGUESA

Estádio: Maracanã
Data/hora: 1/11/2008 - 18h30
Árbitro: Heber Roberto Lopes
Renda/público: R$ 691.387,00 / 41.332
Cartões amarelos: Everton, Maxi (FLA); e Bruno Rodrigo (POR)
Cartões vermelhos: Obina (FLA); Patrício (POR)

FLAMENGO: Bruno (6.0), Jaílton (6.5) (Maxi - 6.5), Fábio Luciano (6.5) e Ronaldo Angelim (6.0); Léo Moura (5.5), Toró (6.5), Ibson (4.0), Kleberson (6.0) (Fierro - 5.5) e Juan (4.5); Marcelinho Paraíba (5.5) (Everton - 6.0) e Obina (5.0). Técnico: Caio Júnior (4.5).

PORTUGUESA: Gottardi, Bruno Rodrigo, Erick e Ediglê (Hallison); Patrício, Gavillán, Rai, Preto (Dias) e Athirson; Jonas (Héverton) e Edno. Técnico: Estevam Soares.