A EQUIPE DO FC08 DESEJA A TODOS...
UM PRÓSPERO ANO NOVO!!

terça-feira, 29 de abril de 2008

COLUNA: DE OLHO NA PRESA - AMÉRICA-MEX

Vamos Flamengo, Vamos Ser "Campeão" ...
Foto: Arquivo de internet
Montagem - Renan de Moura

Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O América do México será o adversário do Flamengo nas oitavas-de-final da Taça Libertadores. As Águias, como são chamadas no país da América Central é um dos times mais tradicionais ao lado do Chivas Guadalajara e é detentor de 14 títulos mexicanos e cinco Copas dos Campões da Concacaf ao lado do Cruz Azul. O clube se classificou para o maior torneio das Américas, com a conquista da Interliga Mexicana nesse ano e é considerado um dos dez melhores clubes do mundo, segundo a Federação Internacional de História e Estatisitca do Futebol (International Federation of Football History & Statistics - IFFHS).

O Club de Futbol América não vive um bom momento no Campeonato Mexicano. Na última rodada, uma derrota para o Necaxa por 2 a 0, atuando com a equipe reserva sendo a sexta derrota consecutiva. Os Americanistas poderão terminar o torneio em último lugar, fato que ocorreu nas temporadas 1946-47, 1952-53 e 1955-56. A última rodada será contra o Monterrey, no próximo fim de semana.

Portanto, sem chances de alcançar o título nacional, a equipe comandada pelo técnico Rubén Omar Romano, concentra os esforços na busca do título da Libertadores. Importante ressaltar que uma eliminação para o Flamengo será o estopim para a queda do treinador.

Ao contrário do Flamengo que colocará o jovem volante Ailton na vaga deixada por Léo Medeiros que se transferiu para o Atlético Paranaense, o vice-presidente de futebol do América, Pedro Portilla informou que o clube não terá reforços para a segunda fase da competição sul-americana. A única "boa" notícia fica por conta da volta do zagueiro Sebastián Domínguez que se recuperou de lesão.

O dirigente e o técnico acreditam em uma boa apresentação da equipe diante do Mengão . “Estou seguro de que possamos levar uma boa vantagem para o jogo de volta”, disse o treinador Rubén Romano ao site oficial do clube.

As Águias tiveram um bom desempenho em 2000, na Libertadores, quando foram eliminados nas semifinais pelo Boca Juniors, que seria campeão. Atualmente, o América se classificou em segundo lugar no grupo 5, com 9 pontos e demonstrou sua força jogando em seus domínios, vencendo todas as suas partidas em casa pela fase classificatória. Porém, jogando fora foram um desastre, três derrotas.

Estádio Azteca, palco do jogo de ida entre Flamengo e América, do México
Foto: Wikipédia

Em enquete no site oficial do clube, a torcida está dividida a respeito de apagar a péssima temporada com o título da Libertadores. 55.50% dos torcedores acreditam, enquanto 44.50% acham difícil. Mesmo com o momento negro, os torcedores costumam comparecer em peso. O estádio Azteca tem capacidade superior ao Maracanã, com 114. 600 lugares.

O elenco do América é muito bom e contam com jogadores importantes como o goleiro da seleção mexicana, Ochoa e o paraguaio, artilheiro da última edição da Libertadores, Cabañas. O atacante está voltando de lesão e merece cuidado especial da defesa rubro-negra. Outros jogadores como Villa e Mosqueda compõem a coluna vertebral da equipe.

O Mais Querido do Brasil também deve se preocupar com a altitude da Cidade do México, mais de 2.000 metros acima do nível do mar. As condições do campo são ótimas, com grama natural e dimensões de 105m x 68m.

Esperamos que o Flamengo faça o mesmo papel que a Seleção Canarinho na final da Copa do Mundo de 1970, nesse estádio, com uma bela vitória digna de campeão.

Do fundo do baú: BOTAFOGO (RJ) 1 x 0 BANGU(RJ)(1957)

No dia 20 de Outubro de 1957,num domingo, Botafogo e Bangu se enfrentaram pelo 2º turno do campeonato carioca, no estádio do Maracanã. O time da estrela solitária saiu vencedor pelo placar de 1 tento a zero. Nesse ano o Botafogo foi campeão.

O Jogo

BOTAFOGO (RJ) 1 x 0 BANGU(RJ)
Data: 22/10/1957
Campeonato Carioca
Local: Maracanã
Árbitro: Alberto da Gama alcher
Gol: Quarentinha
BOTAFOGO: Adalberto, Tomé e Nilton Santos; Beto, Pampolini e Ney; Garrincha, Rosi, Paulo Valentim, Édson e Quarentinha.
BANGU: Ernâni, Darci e Nílton Santos; Alcides, Zózimo e Faria; Calazans, Mário, Ubaldo, Wilson e Luís Carlos.

O Craque: QuarentinhaValdir Cardoso Lebrego, o Quarentinha, nasceu no Pará, a 15 de setembro de 1933, e morreu no Rio, antes de completar 63 anos, a 11 de fevereiro de 1996. Foi maior artilheiro da história do Botafogo de Futebol e Regatas, com 308 gols. Estreou no Botafogo contra o São Paulo, no Maracanã, a 26 de junho de 1954, na vitória de 5 a 1 sobre o tricolor paulista pelo extinto Torneio Rio-São Paulo.

Quarentinha marcou um gol de pênalti – uma bomba indefensável no ângulo esquerdo do goleiro do tricolor paulista, cabendo a Dino da Costa (2), Carlyle Cardoso (1919-2002) e Paulinho Omena completarem o placar. Sua despedida ocorreu a 21 de novembro de 1964, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, no empate de 1 a 1 com o Bonsucesso. O gol alvinegro foi marcado por Arlindo, vendido depois ao futebol mexicano e ex-companheiro de Jairzinho e Roberto Miranda nos juvenis.

Quarentinha – filho de um paraense que no Exército tinha o número 40 (daí seu apelido como jogador) – disputou 446 partidas pelo Glorioso, foi campeão carioca de 1957 e 1962, campeão do Rio-São Paulo de 1962 e 1964, campeão do Quadrangular de Bogotá em 1960, campeão do Pentagonal do México em 1962, campeão do Torneio de Paris em 1963 e do Torneio Internacional do Suriname em 1964.

Não foi campeão carioca na temporada de 1961 porque sofreu grave contusão no joelho numa excursão da Seleção Brasileira, em 1960, e só voltou a atuar a 3 de janeiro de 1962, na histórica partida amistosa em que o Botafogo derrotou o Santos por 3 a 0, no Maracanã, diante de 150 mil pessoas numa quarta-feira à noite. Mesmo assim, atuou apenas no primeiro tempo, sendo substituído por China. Nessa noite, Botafogo e Santos receberam as faixas de campeões pelos títulos de 1961 no Rio e São Paulo.

No Campeonato Carioca, foi tricampeão dos artilheiros das temporadas de 1958, 1959 e 1960. Pela Seleção Brasileira, jogou 17 vezes, de 1959 a 1963, marcando 17 gols. Quarentinha – a quem vi jogar desde a estréia, pela televisão – foi, digamos assim, um jogador para lá de estranho. E estou escrevendo isso depois de ouvir depoimentos de jogadores que atuaram com ele em várias temporadas. Através dessas revelações, fiquei sabendo, por exemplo, que ele não se dava com Paulo Valentim (1932-1984), embora os dois tenham sido brilhantes campeões em 1957, com João Saldanha (1917-1990), e em 1962, com Marinho Rodrigues – pai adotivo de Paulo César (Caju) Lima.

Quarentinha não era um jogador vibrador. Pelo contrário: era gélido. Em 1962, por exemplo, no segundo tempo da decisão contra o Mais Querido acertou uma tesoura voadora em direção ao goleiro Fernando, que não segurou o chute. Garrincha (1933-1983), sempre esperto, meteu a bola dentro do gol e decidiu a partida em favor do Glorioso por 3 a 0. Quarentinha vibrou? Nem um pouco. Voltou andando para o meio de campo como se nada tivesse ocorrido.

Na decisão de 1967 – 6 a 2 sobre o Tricolor, recorde até hoje de goleadas em decisões do Campeonato Carioca – recebeu a incumbência de marcar Telê Santana em cima. João Saldanha sabia que por Telê ser um jogador inteligente e técnico, passavam por ele todas as jogadas de ataque do Fluminense. Se Quarentinha cumpriu realmente sua missão, não me recordo. Estava eufórico com os 3 a 0 da primeira etapa e nem prestei atenção.

Me recordo, sim, do verdadeiro esporro que tomou do zagueiro Antônio Correia Thomé, assim que o árbitro Alberto da Gama Malcher apitou o final da primeira etapa. Eu estava de bicão na cadeiras especiais da tribuna e me assustei com a raiva de Thomé. Será que Quarentinha não estava obedecendo João Saldanha? Não sei. Conversei com Thomé, um dia, e ele me disse que apenas exigiu mais empenho do companheiro. Nada mais que isso. Eu não acreditei, por mais que respeite e respeitasse Thomé.

Mas Quarentinha nasceu para fazer gols. Numa excursão à Europa, Pelé, gênio do futebol, deu ele mesmo as instruções a seus companheiros:– "Quando estivermos com a bola no ataque, vamos atrasar para o Quarenta e nos abaixar. Ele vai meter um bomba de onde estiver".

Por isso, Quarenta – tratado assim na pouca intimidade que permitia – marcou 17 vezes na Seleção Brasileira em 17 jogos. Uma marca considerável.Eu, por mim, preferia um atacante lutador, endiabrado e mal-humorado como Paulo Valentim. Mas não posso deixar de ter saudades do incrível Quarentinha, dotado de um chute que deixava a bola ovalada, tão violento era seu petardo.

Coisas que aconteciam a um Botafogo do passado, que recebia a cada jogo a luz brilhante de sua Estrela Solitária.

Carreira no Botafogo:
Campeonato Carioca (1954 a 1964) 155 jogos,134 gols
Torneio Rio-São Paulo (1954 a 1964) 7 jogos, 36 gols
Torneio João Teixeira de Carvalho (1958) 5 jogos, 10 gols
Taça Brasil (1962 e 1963) 7 jogos, 4 gols
Taça Libertadores (1963) 2 jogos, - gols
Amistosos e Torneios (1954 a 1964) 208 jogos, 123 gols
Categoria de Aspirantes (1964) 3 jogos, 6 gols
TOTAL: 447 jogos, 313 gols

TÍTULOS:
Campeão Carioca (1957 e 1962).
Torneio Rio-São Paulo (1962 e 1964).
Quadrangular de Bogotá (1960).
Pentagonal do México (1962).
Torneio de Paris (1963).
Quadrangular do Suriname (1964).
ARTILHARIA:
Campeonato Carioca 1958 – 20 gols
1959 – 27
1960 – 25 gols
Torneio Rio-São Paulo 1960 – 11 gols

Clubes:
1950-1952: Paysandu-PA
1953: Vitória-BA
1954-1956: Botafogo-RJ
1956: Bonsucesso-RJ
1956-1964: Botafogo-RJ
1964-1965: Vitória-BA
1965-1968: América de Cali - Colômbia
Unión Magdalena Santa Marta - Colômbia
Club Deportivo Cali - Colômbia
Atlético Júnior Barranquilla - Colômbia

Do fundo do baú: Todas as terças e sextas.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Chegou a hora de lotar

Campanha do governo do estado

Torcedores do Glorioso,

A torcida alvinegra é a 3ª maior no Rio de Janeiro, mas no domingo, pareceu que não era nem a 15ª. Agora me questiono: Como uma torcida que colocou 40 mil no Engenhão, pela Copa do Brasil, coloca um pouco mais da metade disso na decisão do estadual?

Espero que a torcida esteja esperando e economizando o dinheiro para o jogo da volta. Os jogadores precisam ver o Maracanã pintado em preto e branco, assim consiguirão reverter o resultado que é desfavorável para Botafogo. Sei que essa torcida é apaixonada, afinal, foi a última que conseguiu ter mais de 100 mil torcedores num jogo no maior do mundo, na decisão da Copa do Brasil de 1999.

Com o Botafogo tem que ser sofrido, lances polêmicos, muitas faltas, momentos de desespero. Quem não fica com o coração na mão quando é um jogo importante do Botafogo, seja final, semifinal, quarta-de-final ou fase classificatória? Nas arquibancadas, em momentos assim, ao olhar para o lado é possível ver torcedores com os olhos cheios de lágrimas(de emoção), alguns com as mãos na cabeça, outros levando-as à boca. É possível escutar os pensamentos vindo de dentro de cada cabecinha ali presente: "Vamos, Fogo! Não podemos perder!".

Isso sem contar os jogos não tão importantes que o Botafogo virou. A frase correta saiu para o time certo: "Tem coisas que só acontecem com o Botafogo".

A torcida tem que estar presente, fazer muito barulho, entoar "E ninguém cala" batendo palmas. Levantar a camisa e sair do chão gritando "Fogo Olê Olê Olê". Ficar rouco de tanto esgoelar "Sou Botafogo e vou cantar, com muito orgulho, com muito amor! Esse jogo vai virar! Eu quero ser o vencedor".

Vamos lá, botafoguenses. Chegou a nossa hora de lotar o Maracanã. Os jogadores fizeram a parte deles e chegaram à final. A nossa parte começará quando comprarmos o ingresso e só terminará quando virmos o Lúcio Flávio levantar a taça do Campeonato Carioca de 2008.

Saudações alvinegras.

AHHH RONALDO...

Após apoiar o Flamengo na disputa da final do Estadual contra o Botafogo, no Maracanã, o atacante Ronaldo se envolveu em grande polêmica nessa manhã de segunda-feira, no Rio de Janeiro. Após ir a uma boite, o craque terminou a "jornada" na 16ª DP (Barra da Tijuca). Tudo por causa de uma grande confusão envolvendo um travesti, chamado André Albertino. O homossexual acusou o Fenômeno de consumidor de drogas e divulgou um vídeo no Youtube com imagens do craque e a voz de Albertino ao fundo, levando a crer o fato. A prostituta ainda apresentou um documento de carro, que teria sido a forma de pagamento do jogador.

De acordo com o delegado Carlos Augusto Nogueira, o atacante teria sido vítima de extorsão. Ronaldo prestou depoimento afirmando que teria contratado os serviços de André Albertino, pensando que o mesmo era uma mulher. Do motel, na Barra, o jogador teria pedido mais duas moças e foi prontamente atendido, porém eram mais dois travestis que trouxeram consigo drogas da Cidade de Deus. Com isso, Ronaldo teria cancelado o programa e teria dado 1.000 R$ para duas das prostitutas. Já Albertino pediu 50 mil R$ para não vazar a notícia para a imprensa.

De acordo com a opinião do delegado da 16ª DP, Carlos Augusto Nogueira, a versão do jogador é mais concreta: "A versão dele é mais confiável, pois o travesti foi embora no meio do seu depoimento. De zero a 10, dou nove para o depoimento do Ronaldo. Ele estava muito emocionado, disse que saiu para se divertir e que não queria que a imprensa ficasse sabendo do caso", disse o delegado ao Globoesporte.com

Hoje a tarde, o delegado ouviu o segundo travesti (Carla) e pretende escutar a versão do terceiro homossexual. Ronaldo será novamente requisitado para prestar depoimento em um novo dia não divulgado.
Segundo Carlos Nogueira, ele irá instaurar inquérito baseado em ameaça de lesão corporal, pois Ronaldo teria ameaçado agredir os travestis, o que acabou não acontecendo e ameaça de extorsão por parte de André Albertino.

A assessoria de imprensa do Fenomeno informou que o centroavante não se pronunciará sobre o caso no momento.

Ronaldo, você não precisava entrar em uma confusão como essa. Você é um dos jogadores mais amados do futebol internacional, conseguiu conquistar tudo que você tem até hoje através do seu suor. Consegue conquistar diversas mulheres e passa por uma cena dessas. É lamentável. Gostaria de saber como está sua namorada agora. Enfim, espero que isso não manche sua carreira, entretanto...


Fotos: Claudio Amaral (Globoesporte) e Severino Silva (O Dia)

VIRA, VIROU

Fluminense vira e vence o jogo de ida da final de Juniores


Neste domingo (27), no Maracanã, o Fluminense venceu o Flamengo, de virada, por 3 a 2, na primeira partida da decisão do Campeonato Estadual da Primeida Divisão de Futebol Júnior. Renan, duas vezes, marcou os gols do rubro negro. Alan, Sandro e João Paulo deram a vitória ao tricolor, que joga por um empate no jogo de volta, marcado para domingo (4), às 13h, no mesmo local. O Flu tenta quebrar a hegemonia do Flamengo na competição. O rubro-negro busca o inédito tetra da categoria. A vitória por dois ou mals gols de diferença dá o título direto, ao time da Gávea, ou então por um gol, leva a decisão para os pênaltis.

Tanto Fluminense como Flamengo iniciaram a partida em ritmo lento, procurando dosar as energies. Com o jogo concentrado no meio-de-campo e os zagueiros tendo melhor aproveitamento do que os atacantes, aos 28 minutos o ataque rubro-negro tabelou na entrada da área tricolor e Renan apareceu livre entre os zagueiros para tocar na saída do goleiro Léo. Fla 1 a 0. O gol desestabilizou a equipe do Fluminense, que se perdeu em campo não dando sequência nas jogadas. O Flamengo se aproveitou disso para aumentar o marcador aos 44 novamente com Renan, completando boa jogada de Erick Flores pelo lado esquerdo. Antes mesmo do intervalo, aos 46 minutos, os tricolores diminuiram com Alan, após bobeada da zaga adversária.

Animado com o gol no final do primeiro tempo o Fluminense retornou com a força total para a segunda etapa e não demorou a empatar o confronto. Logo aos seis minutos, o lateral esquerdo João Paulo cobrou falta do lado direito e Sandro raspou e tirou o goleiro Marcelo Valverde da jogada. Com a igualdade no marcador o jogo ficou aberto, com os dois times procurando o gol da vitória. Aos 30 Erick Flores saiu com a bola dominada do seu campo de defesa passou por cinco adversários, pelo goleiro Léo e chutou para o gol mas a bola caprichosamente acertou o poste esquerdo. Já quando todos esperavam que o jogo terminasse empatado, o Fluminense marcou o gol da vitória aos 40 minutos. João Paulo, numa bela cobrança de falta, acertou o ângulo e colocou a equipe tricolor em vantagem na finalíssima.

FONTE: PAPO ESPORTIVO - Paulo Roberto Rodrígues

FICHA TÉCNICA: FLAMENGO 2 x 3 FLUMINENSE

domingo, 27 de abril de 2008

OS ILUMINADOS DE DEUS

O oportunista Obina mostrou seu faro de gol e marcou o único gol da partida
Foto: Globoesporte.com

Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Com um gol único aos 34 minutos que garantiu a vitória do Flamengo diante do Botafogo na primeira partida da final do Campeonato Carioca, Obina, o xodó da torcida rubro-negra, comprovou porque tem todo esse carinho da maior e melhor torcida do Brasil que compareceu de forma esmagadora no Maracanã. Joel Santana também mostrou toda a sua experiência e competência a esses que o criticam por assumir a seleção da Africa do Sul. As três substituições feitas pelo treinador mudou toda a cara do time na segunda etapa, saíndo de um sistema defensivo com quatro volantes, para um esquema com praticamente quatro atacantes (Diego Tardelli, Marcinho, Souza e Obina). Os ilumindados de Deus estiveram inspirados hoje.

Garra, raça e dedicação não faltaram ao grupo e principalmente a Toró e Bruno. O goleiro ao lado de Fábio Luciano comandaram a zaga rubro-negra nessa tarde quente no Rio de Janeiro. Ronaldo Angelim fez o seu papel, mesmo que de forma estabalhoada em certos momentos. Cristian foi um leão, mas não podemos dizer a mesma coisa de Kléberson que ainda não apresentou seu grande futebol que o consagrou no pentacampeonato da Seleção Brasileira e Ibson que tudo que tentou conseguiu errar, sendo vaiado pela torcida após a substituição na segunda etapa. Os laterais voltaram a render o esperado, com bons desarmes e saídas rápidas para o ataque. E o que falar de Souza? Bem, ele não desempenhou a função de centroavante, mas foi uma das melhores atuações do "Demolidor". Com dribles e bons passes, o camisa 9 da Gávea foi peça importantíssima para o clássico.

No primeiro tempo, as equipes pouco se arriscaram ao ataque e a sequência de faltas demonstrava o nervosismo dos jogadores. Aos dois minutos, Túlio Souza que foi improvisado pelo técnico Cuca para atuar na ala direita no lugar de Alessandro , suspenso, fez falta dura no "Motorzinho". O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca não teve medo e aplicou o cartão amarelo ao atleta. O lateral alvinegro continuava estressado na partida, cometendo faltas e mais faltas, não dando escolha ao técnico de o sacar da equipe dando lugar a Eduardo.

O Botafogo chegava na área do Flamengo apenas em jogadas de bola parada. Aos 26 minutos, o Mengão chegou com perigo. Léo Moura lançou Souza que bateu forte para a excelente defesa do jovem goleiro Renan. Aos 43 minutos, a melhor chance do primeiro tempo. Toró executou um lindo lançamento para Marcinho que invadiu a área e bateu cruzado. O goleiro da Cachorrada não segurou e Souza chegou atrasado para completar.

Pensando no desgaste para o segundo jogo final, o Natalino colocou a sua prancheta em ação. Tirou o inoperante Kléberson para a entrada de Diego Tardelli. O Mais Querido voltou com todo gás e quase abriu o placar com um minuto de jogo. Marcinho com liberdade pela ponta direita cruzou e Souza de primeira arrematou para mais uma defesa de Renan.

Aos 17 minutos, na única jogada do Botafogo, Lúcio Flávio cruzou para a área, Fábio se antecipou ao goleiro Bruno e quase marcou o gol. Aos 28 minutos, Eduardo livre de marcação arriscou o chute próximo a pequena área e carimbou a trave do Mengão. A partir daí, o jogo foi dominado pelo time da Gávea. Aos 33, Ibson foi substituído pelo "Iluminado de Deus", Obina, que com muita personalidade iria decidir o jogo minuto após. Já Ibson saiu revoltado com a decisão do Papai Joel e foi direto para o vestiário.

Léo Moura roubou bola de Eduardo e puxou contra-ataque com um belo lançamento para Diego Tardelli na ponta direita. O atacante avançou com a bola dominada, invadiu a área e cruzou para o oportunista Obina levantar poeira no Maracanã. Fla 1 a 0.

O Botafogo tentou empatar a partida em mais uma bola parada. Jaílton que entrou para dar maior consistência a marcação rubro-negra segurou Wellington Paulista na meia-lua. Um paredão se formou na frente do meia Lúcio Flávio para a cobrança e o mesmo Jaílton cortou a bola pela linha de fundo.

Não havia mais tempo e o Flamengo conquistou uma importante vitória que dá uma certa tranquilidade para encarar o América, do México, na próxima quarta-feira, às 19h45min (Brasília), pela Taça Libertadores e pensar logo após no segundo jogo do Cariocão.

Outro detalhe: Galvão não narrou, o Fla ganhou!


* Terça-feira tem a coluna "De olho na presa" com o próximo adversário do Flamengo na Libertadores, o América. Fique ligado!

FICHA TÉCNICA: FLAMENGO 1 X 0 BOTAFOGO
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ);
Data - Hora: 27/4/2008 - 16h (de Brasília); Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ); Renda - Público: R$ 1.333.455,50 - 63.413 pagantes; Assistentes: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Wagner de Almeida Santos (RJ); Cartões Amarelos: Fábio Luciano, Jailton, Marcinho e Souza (FLA); Diguinho, Renato Silva e Túlio Souza (BOT); Cartões Vermelhos: Não houve.

FLAMENGO: Bruno (8.0), Léo Moura (7.0), Fábio Luciano (7.5), Ronaldo Angelim (6.0) e Juan (7.5); Cristian (8.5), Kleberson (6.0) (Diego Tardelli - 7.0), Ibson (5.0) (Obina - 8.5) e Toró (8.0); Marcinho (7.5) e Souza (8.0) (Jailton - 6.0). Técnico: Joel Santana (8.0).

BOTAFOGO: Renan, Renato Silva, Andre Luis e Leandro Guerreiro; Túlio Souza (Eduardo, 19'/1ºT), Diguinho, Túlio, Lucio Flavio e Zé Carlos (Edson, 32'/2ºT); Wellington Paulista e Fábio (Adriano Felício, 22'/2ºT). Técnico: Cuca.

FOTOS: GLOBOESPORTE.COM E FOTOCOM.NET

Bota perde a batalha

Diguinho tenta se livrar da marcação.
Foto: Globoesporte.com


Torcedores do Glorioso,

Hoje foi dia do primeiro jogo da decisão do estadual. Mais uma vez Fla e Botafogo desbancaram os seus rivais que apenas fazem figuração. Muito desfalcado o Glorioso entrou no gramado de time misto enquanto o Flamengo estava completinho. Cuca tentou arrumar o time com as armas que tinha e até conseguiu um bom resultado.

O jogo começou um pouco preso no meio-campo e o Botafogo abusando nas faltas, tanto que Túlio Souza levou o amarelinho. Preocupado com uma possível expulsão do lateral, Cuca o tirou de campo e colocou o esforçado Eduardo.

A lentidão do primeiro tempo quase que dava sono na torcida, que mesmo em bom número, ficava calada no Maracanã com a falta de oportunidade de ambas as equipes. O primeiro chute a gol só saiu aos 26 minutos, e foi do Flamengo, Léo Moura deu um passe certinho para Souza (desculpe escrever este nome) finalizar e Renan fazer uma defesa brilhante. Alías, o atacante do urubu foi a personagem do primeiro tempo, não por lances de categoria, já que ele não sabe, mas por dar uma de lixeiro ao retirar um balão de gás que foi atirado no campo de jogo.

Para não falar que o Botafogo não chutou a gol no primeiro tempo, em lances de falta o fogão levou perigo a meta do rubro-negro. Final do primeiro tempo 0 a 0.

O segundo tempo começou eletrizante e novamente aquele atacante lixeiro chutou para o jovem Renan dar uma de gente grande e espalmar pela linha de fundo. Pouco tempo depois foi a vez do Botafogo chegar, Diguinho cruzou com muita força para Welington Paulista cabecear com perigo. Depois disso, Zé Carlos fez um golaço, mas um impedimento assinalado pelo árbitro invalidou o gol do Botafogo.

Em um lance de falta, Lúcio Flávio jogou na área e Fábio tirou tinta do travessão do Fla. O contestado Renan mostrava personalidade no jogo, após chute de Marcinho o goleiro catou no cantinho. Joel Santana mostrou que estava em dia inspirado, apesar de ter mexido errado, trocou Íbson por Obina, o papai Joel viu o seu "pupilo" balançar a rede alvinegra após contra-ataque mortal e passe de Diego Tardelli. Flamengo 1 x 0 Botafogo, gol de Obina.

O Flamengo se recuou após o gol e o fogão teve a oportunidade de marcar o gol numa cobrança de falta, aos 43, com o Maraca todo atento, o camisa 10 alvinegro jogou a bola na barreira e o jogo ficou mesmo com vantagem para o time da Gávea. Essa foi a primeira partida, na temporada, que o Botafogo deixou de fazer gol.

Domingo que vem tem mais, não está nada perdido, fogão.

Aqui já deixo um recado: "Ô urubu, pode esperar, a tua hora vai chegar !!"

FLAMENGO 1 x 0 BOTAFOGO

Gols: Obina, aos 35 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Túlio Souza, Renato Silva, Diguinho (BOT); Marcinho, Souza, Fábio Luciano, Jaílton (FLA)
Árbitro: Gutemberg de Paula
Auxiliares: Ednei Mascarenhas e Wagner de Almeida Santos
Data: 27/04/2008
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro
Público: 63.413 / Renda: 1.333.455,00

FLAMENGO: Bruno, Leo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim, Juan, Cristian, kléberson (Diego Tardelli), Ibson (Obina), Toró, Marcinho e Souza (Jaílton). Téc: Joel Santana.

BOTAFOGO: Renan, Renato Silva, André Luis, Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Eduardo), Diguinho, Túlio, Lucio Flavio, Zé Carlos (Édson), Fábio (Adriano Felício) e Wellington Paulista. Téc: Cuca.

sábado, 26 de abril de 2008

PRÉ-FINAL

Qual poster estampará os jornais na segunda-feira?
Montagem: Renan de Moura

O clássico entre Flamengo e Botafogo sempre mexeu com os nervos do torcedor. Em *304 partidas (alguns amistosos não foram computados), o rubro-negro venceu 106, o alvinegro 100 jogos e ocorreu 98 empates. A equipe da Gávea balançou as redes 474 vezes, enquanto o time de General Severiano marcou 447 gols. Porém, esses números não significam nada nessa primeira partida que decidirá o campeão carioca 2008 ou o bicampeão, já que o Flamengo defende o título. Mais um detalhe, caso o Mais Querido do Brasil conquiste esse campeonato igualará ao número de títulos que o Fluminense possui: 30.

Ano passado, o mesmo clássico decidiu o Cariocão após disputa de pênaltis, já que as duas partidas da final acabaram empatadas em 2 a 2. Lúcio Flávio e Juninho perderam as cobranças, entretanto Renato Abreu, Roni, Juan e Léo Moura converteram, sagrando-se campeões.

56.073 ingressos foram vendidos até hoje à tarde. As cadeiras especiais e arquibancadas estão esgotadas, restam apenas 11.957 cadeiras comuns que serão vendidas no domingo, à partir das 11 horas, nas bilheterias 5, 8 e 9 do Maracanã. Casa cheia!!!

BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS

O time da Estrela Solitária pretende dar o troco e por isso se preparou muito bem após a vitória diante da Portuguesa-SP, pela Copa do Brasil, quarta-feira, no Engenhão, por 2 a 1. Mesmo com os quatro desfalques que o técnico Cuca terá (Castillo, Triguinho, Alessandro e Jorge Henrique) para o confronto com o Flamengo, o grupo alvinegro tem jogadores a altura que poderão contribuir para um bom resultado, amanhã, às 16h, no Maracanã. Túlio Souza, Leandro Guerreiro, Fábio e o jovem goleiro Renan entram na equipe. Esse último foi até preservado pela diretoria para não dar declarações que pudesse o prejudicar antes do jogo.

No último treino, hoje de manhã, no Caio Martins, em Niteroí, um animado rachão foi disputado. Após a "pelada", os jogadores que não serão relacionados para a partida fizeram um trabalho físico, entre eles, Leandro Almeida que se recupera de lesão.

Frase de Impacto: "Ser campeão é especial de qualquer jeito, mas sendo capitão o jogador fica mais lembrado." - Lúcio Flávio.

Provável Time: Renan; Renato Silva, André Luis e Leandro Guerreiro; Túlio Souza, Diguinho, Túlio, Lucio Flavio e Zé Carlos; Fábio e Wellington Paulista.


CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO

Na Gávea, o clima é o melhor possível mesmo com a declaração de que o técnico Joel Santana deixará o comando da equipe após a final do estadual. A equipe chega cheio de moral com a vitória de 2 a 0, diante do Coronel Bolognesi, pela Taça Libertadores, no Maracanã. Essa semana será decisiva para as pretensões rubro-negras. A final do estadual em dois domingos e uma cansativa viagem até o México para enfrentar o América pelas oitavas-de-final do maior torneio sul-americano na próxima quarta-feira. Portanto, a decisão do Campeonato Carioca para o Mengão é amanhã, até mesmo pelos desfalques que a equipe adversária terá. Entretanto, para o Natalino a decisão é disputa em 180 minutos, dispistando a importância do primeiro jogo para a equipe.

A única baixa do Flamengo é Renato Augusto que não se recuperou da lesão no joelho. O jogador tentou participar do último coletivo, mas voltou a sentir a contusão. Marcinho será seu substituto. A torcida rubro-negra já começa a se preparar para a grande decisão e continua inovando. Após os hits "Vamos Flamengo" e "Tema da Vitória", as torcidas organizadas (Raça Rubro-Negra, Urubuzada e Jovem Fla) prometem lançar um novo ritmo inspirado na canção "We are the World":

Mengo é paixão... Religião!/ Uma certeza de felicidade no meu coração/ Eu nasci Flamengo/ E sempre vou te amar/ Não importa se ele perde ou ganha.../ Eu vou cantar!
Mengô ô ô!/ Mengô ô ô ô!/ Mengô ô ô!/ Mengô ô ô!/ Flamengo eu sou!

Frase de impacto: "Estamos em momentos decisivos e posso dizer: acabou a brincadeira." - Kléberson.

Provável Time: Bruno, Leo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim, Juan, Cristian, Kleberson, Ibson, Toró, Marcinho e Souza.

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 27/04/2008
Árbitro: Gutemberg de Paula
Auxiliares: Ednei Guerreiro Mascarenhas e Wagner de Almeida Santos

MUDANÇA NOS HORÁRIOS

A Confederação Sul-Americana de futebol (Conmebol) alterou o horário de algumas partidas de ida das oitavas-de-final da Taça Libertadores. O Flamengo jogará contra o América, no estádio Azteca, no México, às 19h45min ao invés de 19h30min e o Fluminense encara o Nacional de Medelín, na Colombia, às 22h. Confira abaixo todas as mudanças:

sexta-feira, 25 de abril de 2008

ESSE CLÁSSICO FOI D+

Flamengo x Botafogo - Uma rivalidade eterna
Montagem: Renan de Moura

Torcedores do Mais Querido do Brasil!


Nesses dias que antecedem a final do Campeonato Carioca, vamos recordar o pentacampeonato brasileiro justamente em cima do Botafogo, nosso novo vice do século XXI. Eles chegaram com a banca da melhor campanha do Campeonato de 1992, precisando apenas de dois empates para garantir o título, porém a tradição e a força do Flamengo em finais falou mais alto com um impiedoso baile do time comandado pelo treinador Carlinhos. Uma vitória por 3 a 0 no primeiro confronto com gols de Júnior, Nélio e Gaúcho mudou totalmente o panorama da decisão. No segundo confronto, um empate em 2 a 2 para assegurar o título.

No dia 12 de julho, o Maracanã lotado com um público acima dos 100.000 torcedores prestigiou um espetáculo de muita rivalidade. O Alvinegro deixou o slogan de “estrela solitária” para compor uma constelação de craques como Ricardo Cruz, Márcio Santos, Válber, Carlos Aberto Dias, Valdeir entre outros. O Flamengo possuia uma equipe compacta e muito aguerrida, contando com a experiência de Júnior e a virilidade de Zinho.

Desde o primeiro minuto de jogo, o Mengão mostrava a disposição de um verdadeiro campeão, com passes que deixavam o time de General Severiano a ver navios. Logo aos 15 minutos, Piá rolou para a entrada da área, Gaúcho deixou passar e o nosso capitão Júnior soltou a bomba no canto direito de Ricardo Cruz. Fla 1 a 0 para delírio dos rubro-negros. Aos 34, Fabinho acreditou, ganhou a disputa no meio-campo e lançou Nélio que invadiu sozinho a área e tocou na saída do goleiro para ampliar. Fechando a conta (se quisesse, cabia mais), Piá foi a linha de fundo e cruzou para o “homem das bolas aéreas”, Gaúcho marcar o terceiro aos 38.

Os gritos de Olé e a cena de Renato Gaúcho caído nos pés de Júnior após colocá-lo na roda no segundo tempo são marcas que ficam eternizadas na história desse clássico. Esse foi “apenas” um dos grandes jogos vencidos pelo Mengão diante do Botafogo e do qual não tenho recordações, mas que graças aos recursos tecnológicos pude rever e apreciar a magia de ser rubro-negro.


FICHA DO JOGO:
Data: 12/07/1992 - Maracanã - Rio
Gols: Júnior 15, Nélio 34, Gaúcho 38 do 1o tempo;
Público: 102.547;
Renda: Cr$ 1.936.000,00;
Juiz: José Roberto Wright.
Flamengo: Gilmar, Fabinho, Júnior Baiano, Wilson Gottardo e Piá; Uidemar, Júnior, Zinho e Nélio (Paulo Nunes); Gaúcho e Júlio César. Técnico: Carlinhos
Botafogo: Ricardo Cruz, Odemílson, Renê, Márcio Santos e Válber; Carlos Alberto Santos, Pingo, Carlos Alberto Dias e Renato Gaúcho; Valdeir e Pichetti. Técnico: Gil.


Torcedores do Glorioso,

No primeiro turno do estadual de 1997, o Botafogo encarou o Flamengo pela última rodada, já classificado o alvinegro foi todo de reserva, do goleiro ao técnico, ao Fla bastava um empate para a classificação, mas o Flamengo, com toda a sua "pompa" perdeu humilhantemente para os reservas do Botafogo, sendo que metade do time era formado por juniores do Glorioso. No final do jogo, os reservas alvinegros foram comemorar com a torcida. E posso dizer, 1 a 0 foi até pouco.

Conquistado o primeiro turno, o Botafogo, do técnico Joel Santana, venceu também o segundo e enfrentou o Vasco, vencedor do terceiro turno, na decisão estadual. Cada um ganhou um jogo, o Vasco o primeiro e o Botafogo o segundo, ambos por 1 a 0, com a vantagem que ganhou por conquistar dois turnos, o glorioso levantou o caneco daquele ano.

Ficha do Jogo:

Botafogo 1 x 0 Flamengo (26/03/1997)
Local:
Maracanã
Campeonato Carioca
Árbitro: Ubiraci Damásio
Gol: Renato (25min / 1ºt)
Cartão Vermelho: Mancuso e Renato
Público: 17.024 pagantes
BOTAFOGO: Alex, Bruno Carvalho (Arcelino), Grotto, Marcelo Augusto, e Alexandre Seixas; Alemão, França, Zé Carlos (Cidiclei) e Renato; Róbson (Cleiton) e Serginho.
FLAMENGO: Fábio Noronha, Fábio Baiano, Júnior Baiano, Fabiano e Athirson (Leonardo); Mancuso, Bruno Quadros, Lúcio (Maurinho) e Iranildo (Marco Aurélio); Romário e Sávio.


Escolhi este clássico dentre tantos, pois ele retrata bem a atual situação. Claro que o Botafogo não vai jogar com o time reserva contra o Flamengo, mas 4 dos 11 jogadores titulares, estarão impossibilitados de disputar a partida. Outro fator que me fez escolher esse jogo como um “clássico D+” foi a vitória dos reservas do fogão contra os titulares do Flamengo, até hoje esse jogo é lembrado como um dos maiores feitos nesse clássico de tradição.

E agora, quem contará a próxima história?

Do fundo do baú: América(RJ) 1 x 0 Bangu (1960)

No dia vinte e dois de outubro de 1960, num sábado, Bangu e América jogaram no Estádio de São Januário pelo 2ºturno do campeonato carioca, tendo os americanos saídos vencedores pelo placar de um tento a zero, gol de Nilo.Nesse ano o América sagrou-se campeão carioca.

Principais artilheiros do Campeonato
Quarentinha (BOT)....... 25 gols
Waldo (FLU)............. 14 gols
Pinga (VAS)............. 12 gols
Gérson (FLA).............10 gols
Maurinho (FLU)...........10 gols

O Jogo

AMÉRICA (RJ)1 x 0 BANGU(RJ)
Data: 22/10/1960
Campeonato Carioca
Local: São Januário, Rio de Janeiro
Árbitro: Frederico Lopes
Gol: Nilo
AMERICA: Pompéia, Jorge, Djalma Dias, Leônidas,Ivan, Amaro, João Carlos, Calazans, Quarentinha, Antoninho e Nilo.
BANGU: Ubirajara, Joel, Mario Tito, Zózimo, Nilton Santos, Hélcio, Ademir da Guia, Décio Esteves, Zé Maria, Luis Carlos e Tiriça.

O Craque: Ademir da Guia No bairro carioca de Bangu, quando aquele menino de 7 anos, sarará, magro e tímido passava, diziam: "É filho de Domingos, o que acaba de findar a carreira. Esse moleque talvez seja o único da Guia a não bater bola, pois só pensa em natação". E recitavam os craques do clã: Luís Antonio, zagueiro banguense de 1912, Ladislau e Mamédio, chegando a Domingos da Guia, o Divino Mestre, caçula dos irmãos e mais famoso, cuja trajetória o Brasil e o resto do mundo conhecem muito bem.

Porém, vieram as peladas de rua e eis que o filho do Divino Mestre passa a jogar com os guris num time chamado Céres. Em 1956, ele se incorporou ao infantil do Bangu, onde ficaria até o ano seguinte. Já inclinado a ser um armador, seus ídolos nessa fase eram Dequinha e Rubens, apoiadores do Flamengo e reservas brasileiros na Copa do Mundo de 54.

Em 58, Ademir teve breve passagem no juvenil do Botafogo e voltou ao Bangu, onde essa categoria era treinada por Elba de Pádua Lima, Tim. A partir daí, aos poucos o filho de Domingos e Erotildes esquecia a piscina e se doava ao futebol. Tim, vendo nele elegância, toque refinado de bola, visão de campo, bom posicionamento, senso de equipe e extrema lealdade - além da grife no sobrenome da Guia -, deu-se conta que tinha em mãos uma pedra preciosa. E decidiu lapidá-la devagar. Só que Domingos, com o mesmo entendimento sobre o filho, ofereceu-o ao Santos, onde Pelé iniciava o reinado. Mas por divergência salarial o rebento de da Guia não virou santista.

Em março de 60, o seu desempenho levou-o aos treinos da seleção brasileira de amadores que ia jogar o Pré-Olímpico no Peru, visando a Olimpíada de Roma. Na triagem, ele foi preterido - mas Gérson estava entre os que viajaram. Por sorte de da Guia, Zizinho, o grande Mestre Ziza, assumiu a direção do profissional banguense e não hesitou em escalá-lo para vencer o torneio de Nova Iorque - batendo, inclusive, o italiano Sampdoria por 4 a 0.

No início do ano seguinte, antes de voltar aos Estados Unidos para fazer o mesmo torneio, o Bangu jogou em Portugal e Espanha. Nessa ocasião, o Barcelona quis comprar Ademir por 16 mil dólares e não teve resposta do Bangu. Em agosto, Domingos negociou o passe do filho com o Palmeiras, fato que fez um presidente banguense blasfemar: "Vendemos um bonde"... Pois é, por ironia do destino, esse bonde seria o maior ídolo do paulistano clube do Parque Antarctica.

No primeiro ano alviverde, da Guia atuou nos aspirantes e só em dezembro fez amistoso no time principal. A seguir, com a dupla de meio-de-campo palmeirense, Zequinha e Chinezinho, nos treinos da seleção brasileira que ia à Copa do Mundo, ele jogou bem mais no grupo de cima. E em 63, além de campeão nos aspirantes, da Guia foi ainda aproveitado no profissional, vencendo o certame paulista. Com justiça, nesse 1963 ele seria considerado pela imprensa o melhor jogador de São Paulo.

Com a camisa palmeirense, Ademir da Guia disputou 901 jogos (509V, 234E, 158D) e anotou 153 gols.

Carreira Clubes:

1959-1961: Bangu-RJ
1961-1977: Palmeiras-SP
Títulos:

Campeonato Paulista: 1963, 1966, 1972, 1973, 1974, 1976
Torneio Rio - São Paulo: 1965
Copa Brasil: 1967
Campeonato Brasileiro: 1972, 1974

Torneio de Guadalajara: 1963
Torneio do centenário do Rio de Janeiro: 1965
Copa Roberto Gomes Pedrosa (São Paulo): 1967, 1969
Troféu Ramon de Carranza: 1969, 1974, 1975
Copa da Prata: 1969
Torneio Laudo Natel: 1972
Torneio de Mar del Plata: 1972
Torneio de Saragoza: 1972

Fonte: http://www.bangu.net/ / http://www.sambafoot.com.br/ / Os Artistas do Futebol Brasileiro -Antonio falcão e Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Venditti.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

AVISO: FINAL DO CARIOCA E LIBERTADORES


Gutemberg de Paula Fonseca será o responsável por apitar o primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca, entre Flamengo e Botafogo, neste domingo, no Maracanã. Os assistentes serão Ednei Guerreiro Mascarenhas e Wagner de Almeida Santos. Os auxiliares atrás dos gols são Antonio Frederico Schneider e Agnaldo Xavier Farias. Já os árbitros que ficarão nas laterais do campo são Ricardo Maurício Ferreira e Claudio José de Oliveira Soares.

Gutemberg apitou uma das semifinais da Taça Rio, entre Fluminense e Vasco, vencida pelo Tricolor na disputa por pênaltis, depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal.

O detalhe é que antes da partida, Gutemberg ficou concentrado em um hotel na Zona Oeste do Rio. Com a medida, a Comissão de Arbitragem da Ferj tem tentado manter os árbitros atualizados e bem preparados para encarar jogos importantes.

Fonte: Gloesporte.com


A Conmebol confirmou essa tarde os horários para as oitavas-de-final da Taça Libertadores da América:

Problemas, problemas e mais problemas

Cuca mais uma vez terá que mostrar do que é capaz
Foto: Cezar Loureiro


Torcedores do Glorioso,

A alegria de conquistar a Taça Rio e classificar para a próxima fase da Copa do Brasil, deram lugar a preocupações em General Severiano. No último domingo, quando o Botafogo foi bicampeão da Taça Rio, nada menos que quatro jogadores ficaram impossibilitados de disputar a primeira partida da decisão estadual: Castillo e Triguinho (machucados) e Alessandro e Jorge Henrique (suspensos). Isso fará com que o Botafogo perca um pouco de estabilidade no elenco montado por Cuca num momento tão delicado.

No outro lado temos um Flamengo estabilizado, uma vitória merecida contra o Coronel Bolgnesi e um momento de crescimento visível. O Bota terá que superar os problemas para conquistar o terceiro triunfo sobre o rival no ano, desta vez, o mais importante de todos.

Mas aí todos vão pensar: "São dois jogos, no segundo o fogão vai lá e arrebenta". Pasmem leitores, Djalma Beltrami, o juíz que anulou um gol legítimo de Dodô na final de 2007, entrará no sorteio para apitar a segunda partida. Seria um complô contra o glorioso ou mais uma coincidência desfavorável ao alvinegro?

O time que sempre enfrentou barreiras que para alguns eram insuperáveis, enfrentará mais uma na disputa do campeonato carioca de 2008.

Saudações alvinegras.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

BOLOGNESI NA PANELA DO MENGÃO!

Bruno marca seu primeiro gol com a camisa rubro-negra
Foto: EFE


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O dia do rubro-negro foi maravilhoso, a começar com a vitória diante do Regatas Corrientes por 86 a 79 no quarto jogo da final da Liga Sul-Americana de basquete, no Maracanãzinho e por fim o grande resultado de 2 a 0 diante do Coronel Bolognesi, pela Taça Libertadores da América.

O time comandado pelo técnico Joel Santana assegurou a primeira colocação do grupo 4 do principal torneio do continente americano, mas quem garantia um jogo fácil e acreditava até em goleada, esperou até os 37 minutos para ver o goleiro Bruno marcar um golaço de falta e logo após, aos 43, o Anjo Negro, Obina colocar o molho final no Bolognesi.

A equipe peruana cobrou caro pela derrota. A melhor defesa da competição com apenas três gols sofridos se segurava de todas as maneiras lá na sua cozinha, enquanto o Flamengo temperava o jogo com algumas jogadas de perigo na primeira etapa. Marcinho aos quatro minutos com uma cabeçada na trave e Toró na última chance da etapa inicial em um chute que resvalou nas pernas do goleiro Penny, foram as chances mais claras para o Mengão abrir o placar.

Na volta do intervalo, o Natalino sacou um dos quatro volantes, Cristian para a entrada do camisa 11, Diego Tardelli, dando um maior poder de ataque. Porém, pouca coisa mudou. O Flamengo continuava a errar passes e os laterais insistiam nas jogadas pelo meio-campo.

Aos 23 minutos, o Coronel Bolognesi teve a grande chance para azedar a festa que tomava conta das arquibancadas mesmo com o empate. Ross livre de marcação na grande área cabeçeou e Bruno, no reflexo salvou. No contra-ataque, Souza fez tudo certo. Driblou os zagueiros e o goleiro, mas na hora da finalização o chute saiu fraco e a zaga chegou a tempo para cortar.

Aos 38 minutos, o Mengão teve uma falta frontal e a pedido da torcida, Bruno se apresentou para cobrar. Com muita categoria, o arqueiro colocou a bola no canto esquerdo do goleiro Penny que ficou estático. Esse não é o primeiro gol de goleiro na história rubro-negra. Ubirajara e Zé Carlos já marcaram em 1970 e 1997, respectivamente. Faltando dois minutos para terminar o tempo regulamentar, Obina que acabara de substituir Toró, em uma jogada de oportunismo, se antecipou a zaga para completar cruzamento de Marcinho. Fla 2 a 0.

Agora o Flamengo espera a conclusão do Grupo 7, o grupo do São Paulo para definir qual será o nosso adversário nas oitavas-de-final da Libertadores. E mais uma coisa: O Botafogo já começou o chororô. Quando o Flamengo chega, ninguém segura!

VIDEOBLOG - MELHORES MOMENTOS

FLAMENGO 2 X 0 CORONEL BOLOGNESI

Flamengo: Bruno (10.0), Leo Moura (7.0), Fábio Luciano (7.5), Ronaldo Angelim (7.5), Juan (7.0), Cristian (6.5), (Tardelli - 6.5), Jaílton (6.0), Kleberson (7.5), Toró (6.5), (Obina -8.0), Marcinho (8.0), Souza (7.0). Técnico: Joel Santana (7.0)

Coronel Bolognesi: Penny, Revoredo, (Farfán), Cortez, Ostersen, Jesús Alvarez, Linares, (Novoa), Balbin, Vásquez, Uribe, Ross, Gonzales Vigil, (Mosco). T: Juan Reynoso

Cartões amarelos: Toró (F), Linares (C), Uribe (C), Vasquez (C)
Árbitro: Ivan Gamboa (BOL)
Auxiliares: César Nistahuz e Humberto Paz (BOL)
Renda e público: Não divulgados

Ninguém segura o Botafogo

Wellington Paulista tentou marcar, mas passou em branco
Foto: Globo

Torcedores do Glorioso,

Mais uma tarde de alegria com o fogão, com o Engenhão lotado o Botafogo foi para cima e venceu a Lusa, no sufoco, por 2 a 1. Lúcio Flávio e Fábio marcaram para o alvinegro e Christian, sempre ele, fez o gol dos paulistas. O Botafogo encara agora o vencedor do confornto entre Atlético-MG e Náutico.

Logo com 3 minutos o Botafogo assustou a Portuguesa. Depois de uma bela jogada, Zé Carlos cruzou para Wellington Paulista tirar tinta da trave esquerda de André Luis. Menos de um minuto depois a Lusa respondeu, Preto invadiu a área com categoria e quando Renan foi sair do gol chutou a bola contra o corpo do atleta da Lusa, quase o primeiro no mais moderno do Brasil.

Os 40 mil pagantes começaram a empurrar o glorioso com os gritos de "bicampeão" e quase o placar foi inaugurado, Lúcio Flávio arrancou pela esquerda e cruzou na área, Jorge Henrique chutou de primeira e jogou por cima. O ritmo do jogo foi diminuido, o Botafogo trocava passes curtos e a Portuguesa segurava o resultado, mesmo este sendo ruim para o objetivo da Lusa.

O jogo foi se arrastando e os visitantes abusaram nas faltas. Alessandro ainda acertou uma bola na trave, porém o primeiro tempo ficou mesmo no 0 a 0.

O segundo tempo foi muito mais emocionante que o primeiro, tanto que na primeira oportunidade o Botafogo marcou. Wellington Paulista foi derrubado por Halisson na entrada da área, falta que Lúcio Flávio bateu com muita categoria para marcar um golaço, André Luis só ficou olhando a bola entrar no canto esquerdo. Botafogo 1 a 0.

Ainda fervendo na comemoração, os torcedores do Botafogo quase viram o segundo, mas o chute de Wellington Paulista foi para fora. A portguesa respondeu e marcou, Christian invadiu a área, Renan saiu mal e o atacante da lusa só teve o trabalho de empurrar para o barbante. Falha grotesca do goleiro alvinegro. 1 a 1.

O jogo voltou a ficar lento porém o placar não era bom para ninguém, o resultado levava a decisão para a disputa de pênaltis. Quem primeiro chegou foi a Lusa, Rogério invadiu a área e deu um toque na saída de Renan, a bola ia entrando quando Leandro Guerreiro desviou o caminho da redonda pelo lado.

Aos 28 o Botafogo fez o gol da classificação, outra falta de Halisson sobre Wellington Paulista, novamente Lúcio Flávio cobrou, mas desta vez Fábio desviou, de cabeça, para o fundo da rede. Botafogo 2 a 1.

Cuca promoveu a entrada de Édson e Túlio Souza para segurar o resultado favorável. A Portuguesa ainda tentou fazer o gol, mas não conseguiu e acabou derrotada. O Botafogo se classificou para a próxima fase em mais um jogo emocionante no Engenhão, o estádio mais moderno do Brasil.

BOTAFOGO 2 x 1 PORTUGUESA

Gols: Lucio Flavio, aos três minutos, Christian, aos 11, e Fábio, aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Dias, Erick, Marco Aurélio (POR); Alessandro, Diguinho(BOT)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa)
Auxiliares: João Patrício de Araújo (GO) e Enio Ferreira de Carvalho (DF)
Data: 23/04/2008
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro
Público: 40.000 pagantes / Renda: R$ 353.287,00

BOTAFOGO: Renan, Alessandro, Renato Silva, André Luis, Leandro Guerreiro, Diguinho, Túlio, Zé Carlos (Fábio), Lucio Flavio (Édson), Jorge Henrique e Wellington Paulista (Túlio Souza). Téc: Cuca.

PORTUGUESA: André Luis, Patrício, Halisson, Marco Aurélio, Bruno Recife, Erick, Dias (Júlio Santos), Carlos Alberto, Preto (Rogério), Diogo e Christian (Vaguinho). Téc: Vágner Benazzi.

ROMÁRIO DE VOLTA COM A CAMISA RUBRO-NEGRA

Romário está de volta as quatro linhas com a camisa do Flamengo
Foto: orbita.starmedia.com

Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Após declarar a imprensa que a torcida do Flamengo é algo de outro planeta, Romário voltará a vestir a camisa rubro-negra no Campeonato Brasileiro. Isso mesmo, no Campeonato Brasileiro, só que de Showbol.

Depois de uma semana de aposentadoria, a convite de Ricardo Rocha, amigo do Baixinho, o "cara" aceitou o convite de atuar ao lado de antigas feras do futebol nacional (Djalminha, Marquinhos, Leandro Ávila, Sorato, Donizete, Djair, Paulinho Carioca, ...) em uma modalidade que cresce a cada ano.

O anúncio oficial da participação do "Peixe" no Campeonato Brasileiro de Showbol deve ser feito hoje em uma coletiva, na Barra da Tijuca. Quem garante o craque com a camisa do Mengão é o dono da marca showbol Francisco Monteiro: "Ele defenderá as cores do Flamengo. Pode anotar aí", disse ao site UOL.

O torneio terá início no próximo dia 25 de abril e contará com 12 equipes (quatro do Rio e quatro de São Paulo, somados a Grêmio, Atlético Mineiro e Cruzeiro. Por ironia do destino, tudo leva a crer que o Baixinho estreará justamente contra seu ex-clube de futebol, o Vasco da Gama, no dia 3 de maio, em Rio das Ostras, válido pela chave carioca que conta além do clube cruzmaltino os outros dois grandes clubes da Cidade Maravilhosa - Fluminense e Botafogo.

As quatro melhores equipes irão disputar as semifinais nos dias 12 e 19 de julho. A final será disputada em jogos de ida e volta marcado para os dias 27 de julho e 3 de agosto.

Boa sorte Romário e que você nos traga mais um título!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Do fundo do baú: Vasco da Gama 7 x 0 Campo Grande(RJ)(1962)

No dia 21 de Novembro de 1962 numa sexta-feira, pelo 1ºturno do campeonato carioca, Vasco da Gama e Campo Grande se enfrentaram no Maracanã e os vascaínos esmagaram o time do Campo Grande com uma sonora goleada de 7 tentos a 0. Nesse ano, o Botafogo foi o campeão carioca.

Principais artilheiros do campeonato:
Saulzinho (VAS)............18 gols
Quarentinha (BOT)..........17 gols
Dida (FLA).................16 gols
Amarildo (BOT).............15 gols
Rodrigo (FLU)..............14 gols
Henrique (FLA).............14 gols

O Jogo

VASCO DA GAMA 7 X 0 CAMPO GRANDE(RJ)
Data: 21/09/1962
Campeonato Carioca
Local: Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro - RJ)
Árbitro: Frederico Lopes
Gols: Lorico(3), Saulzinho(2), Sabará e Barbosinha.
VASCO DA GAMA: Humberto Torgado (Ita), Paulinho, Brito, Barbosinha, Dario, Maranhão, Lorico, Sabará, Saulzinho, Vevé e Da Silva / Técnico : Jorge Vieira.
CAMPO GRANDE: Barbosa (Edmar), Átila, Viana, Brandãozinho, Darci Santos, Adilson, Domingos, Nelsinho, Russo, Décio Esteves e Peniche.

O Craque: Saulzinho


Saul Santos Silva, nasceu em Bagé-RS no dia 31 de outubro de 1937. De família humilde, começou a jogar futebol muito cedo e logo defendeu as cores do Guarany de Bagé. Disputou sua primeira partida profissional em 1954, contra o Nacional, de Porto Alegre, fazendo um gol de bicicleta. Artilheiro nato, acabou se destacando no campeonato gaúcho.

Em 1961, foi para o Rio de Janeiro, para atuar no Vasco da Gama, tendo a difícil missão de substituir o consagrado craque cruzmaltino Vavá.
E acabou dando certo. Em 1962, o craque sulista foi artilheiro do campeonato carioca, com 18 gols. Nessa época, formou ataque com Lorico e Da Silva. Diversas contusões acabaram prejudicando sua carreira no futebol carioca, mas Saulzinho, sob conviver com os problemas e sempre dar a volta por cima.

Ele lembra que na década de 60, o Vasco fazia diversas excursões pelo mundo, o que o levou a conhecer quase toda Europa, a África e América. Deixou o Vasco em 1965, voltando para Bagé e encerrando sua carreira no Guarany.

Hoje Saulzinho é advogado em sua cidade natal. Continua gostando bastante de futebol, mas não se envolve diretamente com os clubes de Bagé. Viúvo tem duas filhas: Cláudia, diplomata, atualmente radicada em Brasília, e Adriane, jornalista e gerente de planejamento e marketing do jornal Diário Catarinense. Tem um neto, Victor, que segue os passos do avô, se destacando como goleiro de futsal do Avaí-LIC e da seleção de Florianópolis, na categoria Sub-13.

Segundo Saulzinho, jogar futebol naquela época era muito complicado. “Os zagueiros eram mais violentos, a chuteira e a bola não eram tão boas quanto às de hoje e os campos eram muito esburacados”. Mesmo assim, o ex-artilheiro lembra da galeria de craques de seu time e dos adversários. “Tínhamos que enfrentar o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Jordan, o Fluminense de Castilho e Pinheiro ou o Santos de Pelé”.

Carreira:
1954-1960: Guarany-RS;
1961-1965: Vasco da Gama-RJ;
1966: Guarany-RS

Títulos por equipe:
Copa O'Higgins: 1966

Títulos pessoais:
Artilheiro do campeonato carioca: 1962

Seleção: Dois Jogos: 17.04.1966 Chile e 20.04.1966 Chile

OS MELHORES DA TAÇA RIO

Montagem: Renan de Moura

BRUNO Fernandes das Dores de Souza - O arqueiro da Gávea é considerado um dos melhores do Brasil e foi o melhor da posição da Taça Rio pelas grandes defesas, reflexo apurado e a rápida reposição de bola.

WAGNER DINIZ Gomes de Araújo - O lateral-direito melhorou muito seu rendimento no segundo turno do campeonato carioca e foi muito importante para o Vasco chegar as semifinais da Taça Rio. Sua agilidade, cruzamentos perfeitos e seu faro de gol são características que o levaram a estar entre os melhores de acordo com os componentes do FC08.

FÁBIO LUCIANO - O Xerifão da zaga rubro-negra é intrasponível. Sempre leal e com a experiência de passagens tanto pela Seleção brasileira quanto pelo futebol europeu o cogitam como melhor primeiro zagueiro do segundo turno.

THIAGO Emiliano SILVA - O jovem zagueiro das Laranjeiras mesmo com pouca idade é um dos líderes do time tricolor em campo. Com um potente chute e com boa presença para o cabeceio na área adversária, Thiago Silva merece estar entre os melhores da Taça Rio.

JÚNIOR CESAR Eduardo Machado - O lateral-esquerdo do Fluminense ganhou a confiança da torcida e do técnico Renato Gaúcho, barrando a estrela Gustavo Nery que foi contratado como titular absoluto para a temporada. Com a sua habilidade e técnica pela ponta esquerda, Júnior César foi o melhor da posição no segundo turno.

TÚLIO Lustosa Seixas Pinheiro - O camisa 5 do Fogão é o cão-de-guarda da defesa alvinegra. Com grande identificação com a torcida botafoguense, Túlio é um dos xodós e importante peça do esquema tático do técnico Cuca.

LEANDRO BOMFIM - Um andarilho do futebol, o meia Leandro Bomfim enfim encontrou sua casa, o Vasco da Gama. Com um futebol refinado e boa visão de jogo, ele com certeza é um dos melhores da Taça Rio.

LÚCIO FLÁVIO dos Santos - O camisa 10 do Botafogo e capitão da equipe é o jogador de ligação ao ataque alvinegro. Com passes precisos e cobranças mortais de bola parada, Lúcio é sem dúvida um dos melhores meias do Rio e do país.

Manoel MORAIS Amorim - O baixinho Morais com suas arrancadas e dribles desconcertantes é o prata da casa de São Januário mais valorizado para a torcida cruzmaltina. Morais não poderia ficar de fora dessa seleção, completando o meio-campo.

WASHINGTON Stecanelo Cerqueira - O Coração de Leão voltou para o Brasil com sede de gols. Vice-artilheiro da competição com nove gols, Washington é um dos queridinhos da torcida e um dos componentes do antigo, porém ainda não encerrado trio de atacantes que o Fluminense possui - Os Três Tenores.

WELLINGTON Pereira do Nascimento PAULISTA - Sem dúvida o melhor centroavante do país na atualidade, artilheiro disparado da competição com 14 gols e novo ídolo do Botafogo. Com faro de gol e um ótimo posicionamento na grande área, “Wellingol” forma um ataque imbatível com Washington.

RENATO Portaluppi GAÚCHO - O gaúcho de Guaporé tem forte identificação com a torcida tricolor. O comandante da constelação do Fluminense mesmo não conquistando vaga na finalíssima do Carioca foi o destaque entre os técnicos com sua postura firme à beira do gramado e com sua atitude correta diante de estrelas e pratas da casa que o Flu dispõe.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

JOEL PEDE DEMISSÃO

Treinador vai substituir Parreira e só fica até o segundo jogo contra o Bota, no dia 4
Foto: Gloesporte.com

Torcedores do Mais Querido do Brasil!

É com muita tristeza que trago essa notícia - Joel troca Fla pela África do Sul após a final. Por incrível que pareça, soube deste fato através de um vascaíno. No primeiro momento, pensei que fosse uma brincadeira ou uma zoação por parte do "Vice Eterno", porém apurei e pudi crer a veracidade disso.

O Natalino pensou unicamente na situação financeira. Bem, errado ele não está, porém o planejamento do Mengão fica comprometido para o prosseguimento da temporada.

- Joel me comunicou que iria ganhar em 30 meses o que não ganhou em 30 anos de carreira. É uma situação para a qual não temos solução. É uma situação de ordem financeira para o Joel. E ele tem o sonho de dirigir uma seleção em uma Copa do Mundo. Comuniquei ao elenco que ele fica até o fim do Carioca. E vamos procurar uma alternativa a partir daí - disse Kléber Leite ao Globoesporte.com

Papai Joel apesar de algumas decisões que deixam a Nação irritada, é um ótimo profissional e tinha (tem) o grupo em suas mãos. O treinador deixará a equipe após o segundo jogo da final do Estadual contra o Botafogo, dia 4 de maio. Para deixar a Gávea em grande estilo, esperamos o bicampeonato estadual, que agora, mais do que nunca, se torna obrigatório.

Não há muitos técnicos à disposição no cenário futebolístico com gabarito suficiente para comandar o Flamengo, porém Carlos Alberto Parreira poderia ser a grande pedida para o restante da temporada de acordo com a diretoria rubro-negra, já que o ex-técnico da Seleção brasileira está "desempregado" com o seu desligamento da seleção da África do Sul devido motivos particulares.

O tetracampeão mundial, Carlos Alberto Parreira tem como grande chance apagar sua péssima atuação diante da Seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, com um título de importância continental, que é a Libertadores da América.

Entretanto, aposto em um treinador conhecido do Flamengo - Paulo César Carpegiani. Ele tem a cara do Mengão. Foi o comandante da equipe campeã da Libertadores, Mundial e do Campeonato Carioca de 1981 e o Brasileiro de 1982. Como jogador do Mais Querido do Brasil, Carpegiani conquistou o Campeonato Carioca de 1978 e 1979* (Especial) e mais o Campeonato Brasileiro de 1980.

Vamos dar um voto de confiança a diretoria e esperamos que ela resolva esse impasse da melhor forma possível e que essa "bomba" não afete a concentração para o importante jogo pela Libertadores contra o Bolognesi, na próxima quarta-feira, no Maracanã e o foco para a finalíssima do Cariocão.

Vamos Mengo, Avante Mengo, Nosso Time É Forte!

Garra e atitude: Botafogo é bi da Taça Rio

O melhor e mais unido elenco do Rio de Janeiro comemora com a Taça Rio
Foto: Globoesporte.com

Torcedores do Glorioso,

É bem verdade que o Botafogo foi ajudado nessa decisão, afinal, enfrentou seu eterno freguês, o Fluminense. Os tricolores utilizaram uniforme branco forçando o glorioso a usar o preto e branco, pois acreditaram que o poder do Botafogo estava no uniforme alternativo, enganaram-se, o Botafogo ganha com qualquer uniforme e desta vez não foi diferente, venceu e levou o título.

No início o fogão era superior, com 40 segundos Lúcio Flávio cobrou falta para dentro da área e a bola passou por todo mundo, porém, o árbitro ignorou um pênalti sobre Wellington Paulista. Outro pênalti ocorreria alguns minutos depois, desta vez marcado e para o tricolor, Washington cobrou no estilo Pablo e a bola pegou no poste de Castillo.

No final da primeira etapa foi a vez do Botafogo acertar a trave, Alessandro chamou Júnior César pra dançar e arrematou de pé direito, a bola passou por Fernando Henrique e explodiu no poste direito.

Na volta do intervalo, Túlio foi substituido por Leandro Guerreiro, desarrumando assim, o meio-campo de Cuca. O Flu passou a pressionar o Botafogo de todas as formas, porém, a qualidade dos atletas do Fluminense não conseguiam furar o bloqueio do paredão Castillo.

Alessandro fez falta e foi expulso, o Botafogo que já era pressionado ficou em situação difícil no jogo. Mas a escrita de fazer gols em todos os jogos não falhou, depois de escanteio cobrado por Lúcio Flávio a bola sobrou com Jorge Henrique que lançou para Fábio bater cruzado, bem posicionado dentro da área estava Renato Silva, aquele zagueiro que foi humilhado pelo Fluminense e demitido por justa causa, ele finalizou pressionado e colocou o Botafogo em vantagem. 1 a 0.

O resultado permaneceu até o fim de jogo, mas ainda deu tempo de Jorge Henrique ser expulso. Resultado, fogão campeão e a freguesia do Fluminense já dura três jogos só este ano, com titulares ou reservas os tricolores não conseguem superar a hegemonia do alvinegro. O fogão é bi-campeão e a festa preta e branca comandou o Maracanã. Os tricolores? Foram embora sufocados com a festa em vão do pó-de-arroz, mais sorte na próxima nense.

Aqui já deixo um recado: "Ô urubu, pode esperar, a tua hora vai chegar !!"

BOTAFOGO 1 x 0 FLUMINENSE


Gol: Renato Silva aos 39 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Wellington Paulista, Fabio, Lucio Flavio, Alessandro e Andre Luis (B); Cícero, Gabriel, Conca, Thiago Neves e Luis Alberto (F)
Cartões vermelhos: Alessandro e Jorge Henrique (B)
Árbitro: William de Souza Nery
Auxiliares: Paulo Sérgio Durans Fernandes e Marcos Tadeu Peniche Nunes.
Data: 20/04/2008
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro
Público: 64.785 pagantes / 68.840 presentes / Renda: R$ 1.388.730,50

BOTAFOGO: Castillo, Alessandro, Renato Silva, Andre Luis, Triguinho (Tulio Souza), Diguinho, Túlio (Leandro Guerreiro), Zé Carlos (Fábio), Lucio Flavio, Jorge Henrique e Wellington Paulista. Téc: Cuca

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto, Junior Cesar, Ygor, (Tartá), Arouca, Conca, Thiago Neves, Cícero e Washington. Téc: Renato Gaúcho


OBS: A comemoração prolongada do alvinegro que vos escreve impediu a divulgação da postagem em tempo.